
Cecy Oliveira.
Desde a Rio-92 o mundo vem crescendo em conscientização sobre as questões ambientais e é notória a importância que o saneamento vem ganhando nos últimos anos.
Lá no final do século XX as manifestações eram ainda muito tímidas em defesa do meio ambiente. Parecia coisa de ecochatos extravagantes.
Foram pouco mais de duas décadas, sete Fóruns Mundiais da Água, e uma verdadeira revolução aconteceu globalmente. As empresas se deram conta de que cuidar das questões ambientais não é mera ação de marketing. É um componente relevante economicamente.
E como tal o colocaram em sua equação de lucros e perdas. Isto fez a roda girar a velocidades espantosas, logo surgindo tecnologias mais apropriadas, aproveitamento de resíduos, eficiência hídrica e energética, reciclagem, logística reversa.
O Brasil avançou em legislações para recursos hídricos, resíduos sólidos e saneamento, depois de mais de três décadas de debates. Os comitês de bacias ainda estão se fortalecendo, mas ninguém mais se assusta com a perspectiva de que a cobrança sobre o uso dos recursos hídricos se estabeleça definitivamente em todos os Estados como um instrumento eficaz para a gestão.
Então é preciso ser otimista e acreditar que as novas gerações tratarão melhor os recursos naturais, em geral, e a água em particular.
E confiar que com a informação circulando com mais facilidade, como aconteceu agora com a criação da Vila Cidadã, no Fórum realizado em Brasília, a comunidade finalmente se dê conta do papel importante que ela tem que desempenhar.
O empenho da meninada que lotou as instalações durante todos os dias é a garantia de que podemos esperar um mundo melhor amanhã.
Autora
Cecy Oliveira é editora da Aguaonline e participou da cobertura do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, de 18 a 23 de março de 2018.

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