Comissão discute incentivos para baratear custo de energias solar e eólica

Com ampliação da tecnologia nacional, incentivos fiscais e investimentos, o Brasil pode baratear tarifas e aumentar a produção e o uso de energias renováveis não hidráulicas. É o que afirmam representantes de organizações que incentivam o uso de energia solar e eólica no país. Eles participaram de audiência pública (15/06), promovida pela Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC).

A utilização de fontes alternativas de energia elétrica no combate à emissão de gases do efeito estufa é compromisso assumido pelo Brasil na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP 21, durante a qual, foi assinado o Acordo de Paris, que vigorará a partir de 2020.

No campo energético, uma das metas brasileiras é fazer com que as energias renováveis alcancem 45% de participação na matriz energética em 2030, a partir da expansão do uso das fontes alternativas.

Energia eólica

Conforme relatou Sandro Yamamoto, diretor técnico da Associação Brasileira das Empresas de Energia Eólica (ABEEólica), 30% a 40% dessa fonte energética abastecem a Região Nordeste nos momentos de pico. No entanto, na matriz elétrica brasileira, a energia eólica representa apenas 6,6% da capacidade instalada.

A expectativa, segundo o representante, é de que se criem 15 novos empregos para cada megawatt gerado, além da possibilidade de aumento da renda para proprietários de terra, onde são instalados os parques eólicos.

Desafios

Reduzir custos de tarifas para o consumidor e aumentar a eficiência energética tendo como fonte a luz solar e o vento são desafios apontados pelos debatedores. Eles afirmaram que para alcançar tais benefícios seriam necessários mais financiamentos, investimentos em tecnologia nacional, e diminuição da carga tributária.

O vice-presidente da comissão, senador senador Cristovam Buarque (PPS-DF), concorda. O parlamentar é autor do projeto que determina o uso obrigatório de recursos em pesquisa e desenvolvimento por empresas do setor elétrico em fontes alternativas (PLS 696/2015).

Leave a Reply

Your email address will not be published.