Com uma série de palestras de especialistas, a ABES-SP, em parceria com o Centro de Apoio da Faculdade de Saúde Pública – CEAP/FSP, promoveu, nesta quinta-feira, dia 7, no Auditório João Yunes da Faculdade de Saúde Pública da USP, o seminário “Segurança da Água para Consumo Humano – Como Moldar o Futuro da Água para as Partes Interessadas?”, um dos temas de maior relevância do momento, no Brasil e no mundo.
O evento teve realização e patrocínio da Faculdade de Saúde Pública FSP-USP, Universidade do Minho (UMINHO), de Portugal, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-SP), por meio de suas Câmaras Técnicas de Saúde Pública e Saneamento e Saúde em Comunidades Isoladas, e SETRI Consultoria em Sustentabilidade, além do apoio de diversas entidades. No encontro foi lançado o Centro de Referência de Segurança da Água – CERSA, núcleo de investigação e desenvolvimento constituído em parceria pelas Universidades do Minho (Portugal), através da sua Escola de Engenharia, e Universidade de São Paulo, pela Faculdade de Saúde Pública.
Para o presidente da ABES-SP, Alceu Guérios Bittencourt, uma das demandas é ampliar as atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, controle laboratorial, técnicas de tratamento e melhores formas de usos de produtos químicos para reduzir a contaminação. “A água para abastecimento humano é submetida a riscos crescentes de contaminação por produtos químicos usados pelo homem nas mais diversas formas: fármacos, hormônios, agrotóxicos, além dos micro-organismos. Este é um assunto que deve ser tratado continuamente. Porque continuamente a atividade econômica vai produzindo produtos químicos que entram no meio ambiente. Alguns são perigosos, assim como os micro-organismos, o que exige a necessidade de controles maiores. O sistema de abastecimento de água precisa ser melhorado nas técnicas de controle, ter tratamento e também precisa, no meio ambiente, melhorar as formas de uso do produto químico na agricultura, nas indústrias, e humano de forma geral. Há questões do tratamento de água e questões das atividades humanas em geral que devem ser discutidas para melhorar e reduzir esses riscos.
CERSA: Brasil e Portugal pela segurança da água
Todas as discussões realizadas no evento terão continuidade e aprofundamento com o Centro de Referência em Segurança da Água – CERSA, lançado no seminário.O Centro tem como objetivo proporcionar cooperação acadêmica e científica entre as duas instituições, constituindo-se numa referência internacional da criação e desenvolvimento de conhecimento em áreas temáticas da segurança da água e da saúde pública, desenvolvendo atividades de investigação, formação, auditoria e consultoria.
A ABES-SP é uma das entidades integrantes da iniciativa.“Nós entramos em uma grande crise de água. E nós precisamos apreender com ela, temos que sair dessa crise um pouco mais sábios. E tem que servir de lição para não termos uma nova. O CERSA é um Centro de Referência em Segurança da Água, tratando de qualidade e quantidade. A universidade não tem a pretensão de consertar nada. Isso está muito bem conduzido pelas empresas de saneamento. Mas vamos apoiar as empresas para achar o melhor caminho, as formas de divulgar sem que a população entre em pânico”, afirma o coordenador do CERSA, Pedro Mancuso.
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