Cecy Oliveira – editora da Aguaonline.
Os banhados, chamados tecnicamente de áreas úmidas, ecossistemas frágeis e que vêm desaparecendo em todo o mundo, são as fontes que alimentam os rios. Pela grande importância ambiental e econômica e para a garantia de manutenção dos mananciais hídricos ganharam da ONU um Dia para serem lembrados: 2 de fevereiro é o Dia Mundial das Áreas Úmidas.
Neste momento em que as grandes regiões metropolitanas são assombradas pela perspectiva de minguarem as fontes de captação para abastecimento é hora de pensar em nossas áreas úmidas.
E isto vale também para o Rio Grande do Sul onde os rios Gravataí e do Sinos estão sob constante ameaça de perder parcelas importantes de suas áreas úmidas.
O desenvolvimento imediatista, que substituiu os banhados pelos rios de asfalto nas cidades brasileiras, é um dos principais fatores que estão determinando as quedas expressivas nos níveis das bacias hidrográficas nacionais.
A questão ambiental, que raramente é levada em conta nas análises das causas da deterioração dos rios, começa a apresentar sua conta. É bom prestar atenção para esse déficit que começa a se acumular. Dia 2 de fevereiro é uma boa data para pensar no assunto.
Espanto
Recentemente uma especialista norte-americana ficou abismada em ver que São Paulo, antigamente banhada pelo Rio Tietê, está sofrendo com falta de água quando tem um manancial aprisionado sob o asfalto!
Este é um dos componentes que se somam à imprevidência, ao mau uso dos mananciais – como o Lago Guaíba, que se transformaram em repositório de esgotos – à deterioração das margens, ao uso irracional da água tratada, que tanto serve para matar a sede e preparar alimentos – usos nobres – como para lavar carros e calçadas.

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