Aproveitar a água da chuva para a rega de jardins além de diminuir a conta do condomínio é um bom exemplo de respeito e valorização dos recursos ambientais.
A Guarida Imóveis, administradora de condomínio em Porto Alegre (RS) apresenta um case de como é possível valorizar, otimizar e economizar esse tesouro que é a água doce do planeta. De acordo com o Diretor de Condomínios, Newton Nunes, o primeiro passo começa dentro de casa ou do condomínio. “O consumo de água pode ser reduzido com medidas simples, evitando desperdícios. Precisamos entender a crise de abastecimento que afeta nosso planeta e pensarmos em nossas vidas e em nosso futuro, utilizando a água de forma racional”, alerta.
Em alguns condomínios do país sustentabilidade tem sido a palavra de ordem. Além de preservar a água, algumas medidas geram importante economia no bolso dos condôminos. É o caso do Edifício Residencial Contemporâneo, administrado pela Guarida Imóveis, que optou por um projeto de reutilização da água da chuva para diminuir os gastos e preservar a natureza. A proposta é simples e a manutenção é prática.
“A maior quantidade de retenção de água está localizada nos canos dos tetos superiores das garagens. O volume de água é direcionado para quatro cisternas de 7.500 litros cada, totalizando 30.000 litros. Quando armazenada nas cisternas a água aguarda o acionamento manual das torneiras, ativando automaticamente o motor pressurizado de bombeamento. A água captada é distribuída pelas cinco torneiras instaladas estrategicamente pelo condomínio”, explica Adão Eunes Albuquerque, síndico do prédio.
O feito, em números anuais, já apresenta resultados positivos. A economia média é de 2031m³ de água e R$ 21.011,35 anuais. Mensalmente, R$1.750,94 estão sendo poupados pelo condomínio. Por morador, são R$ 10,30 a menos ao final do mês. “No caso desse condomínio, que possui um amplo jardim, que consome um grande volume de água diariamente, a forma de captação da água da chuva se tornou um método eficaz e com amplo retorno financeiro em longo prazo”, conta Newton. O investimento de R$ 19 mil será recuperado em apenas um ano.
Outro ponto importante é o fato de que essa água captada da chuva não vai para o esgoto fluvial. “Além de todos os benefícios, esse sistema também contribui para a redução das enxurradas em dias de temporal, que sobrecarregam as bocas de lobo e a rede pluvial do DEP”, ressalta Adão.
Segundo Newton, para a Guarida, o ideal seria que os condomínios adotassem a proposta e investissem nesse benefício ao meio ambiente. “Se tem espaço físico para o armazenamento das cisternas é possível elaborar o projeto. Durante 12 dias do mês de março, o condomínio encheu as quatro cisternas, direcionando todo o conteúdo para o jardim. Isso resultou em uma economia parcial de 35% comparado ao mesmo período do ano passado”, diz Newton.
Para o síndico, o processo também precisa convencer as pessoas do quanto é benéfico para o condomínio. “Existe uma resistência natural, mas a abrangência desta ideia depende de conhecimento sobre o sistema e a transparência nos números. Assim, os condôminos conseguem entender e visualizar a diferença”, conta.
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