Hidrovia: novas rotas podem melhorar competitividade e diminuir a poluição

Foto: Reunião em Lajeado encerrou o ciclo de consultas comunitárias.

Depois de 13 reuniões comunitárias realizadas nas principais cidades gaúchas que nasceram à beira de rios a opção pelo transporte fluvial regular começa a se tornar um anseio das comunidades. Esta etapa do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Hidrovia Brasil-Uruguai mostrou que existe uma alta demanda para transporte de cargas, especialmente grãos, insumos para a agricultura e para a construção civil e matérias primas.

Outra vertente pode ser o turismo náutico, bastante impulsionado pelo sucesso das linhas do catamarã implantadas em Porto Alegre. Como grande parte dos principais portos fluviais do Rio Grande do Sul estão em cidades históricas e/ou balneários da chamada Costa Doce as comunidades apostam em roteiros por hidrovia que ofereçam a oportunidade de aproveitar as belezas naturais da Metade Sul e atraiam também pela tranquilidade de um veraneio reparador. Elas esperam ter a chance de capturar turistas que já enjoaram de praias marítimas e rodovias lotadas e perigosas, mar marrom, ventania e atendimento precário, especialmente em feriadões.

A Hidrovia Brasil-Uruguai pretende resgatar a rota fluvial que foi fundamental para o desenvolvimento do Sul do Brasil, no século passado, e também do Uruguai, cuja fronteira agora começa a receber indústrias e atividades de agronegócio. O escoamento destas safras e dos produtos será feito pela navegação através das lagoas Mirim (que serve de fronteira entre os dois países) e dos Patos direcionando-se para o porto de Rio Grande ou para o centro do país, por ferrovia, a partir do porto de Estrela.

A crise recente no transporte de soja, por via rodoviária, em várias partes do Brasil, fez com que a hidrovia começasse a ser valorizada com destinação de recursos e início dos estudos de viabilidade.

A questão ambiental

O ponto positivo no levantamento feito com os participantes das reuniões comunitárias foi a valorização do menor impacto ambiental que o transporte por hidrovia causa se comparado com as emissões de CO² e outros gases oriundos da combustão no transporte rodoviário.

Do ponto de vista econômico os empresários e agricultores esperam que possam baixar em mais de 25% o custo de transporte que hoje prejudica a competitividade brasileira no mercado internacional.

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