Barcelona será durante os próximos cinco anos a sede do organismo mundial para a gestão das políticas de água, o Secretariado da Aliança Global de Operadores de Água (GWOPA) da UNO-Hábitat, com o objetivo de promover a colaboração público-privada na gestão dos recursos hídricos em âmbito mundial.
Depois que a prefeitura apresentou a candidatura, em abril e que os responsáveis pela GWOPA visitaram em junho o recinto histórico de Sant Pau este organismo, criado pelo Conselho Assessor da Secretaria Geral das Nações Unidas levou em conta o compromisso financeiro da cidade e o apoio institucional e a coordenação entre administrações.
O anúncio desta nova condição que a cidade ostentará foi o passo inicial de formalização pela reunião deste mês de junho, quando o prefeito, Xavier Trias, destacou que se trata de um projeto “construído sobre a excelência na gestão de água da cidade a decidida aposta pela sustentabilidade”.
Segundo o prefeito este é um “êxito” de todos os grupos municipais e a colaboração de outras administrações e empresas privadas. Ele agradeceu especialmente a tarefa de uma pessoa chave no processo, o ex-prefeito Joan Clos, presidente da Agencia Hábitat das Nações Unidas.
A UNO-Hábitat levou em conta em sua decisão a trajetória na gestão pública de água, junto com os grandes investimentos para garantir e melhorar a eficiência e o uso sustentável dos recursos hídricos.
Além disso, a capital catalã tem um dos consumos por habitante/dia dos mais baixos da Europa, 109,52 litros/habitante/dia, no limite do mínimo higiênico estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que são 100 litros/habitante/dia.
Há também uma aposta pelo aproveitamento dos recursos hídricos para tentar alcançar um uso ecológico da água e ao mesmo tempo, conter o gasto público, já que do consumo total de água dos serviços municipais em 2011, mais de 16% procede de águas subterrâneas.
Punta Cana lança projeto de conservação de recifes de coral
Punta Cana, na República Dominicana, acaba de ganhar um novo programa de conservação dos recifes de coral. Lançado pela Fundação Ecológica Punta Cana e intitulado “Apoio à Conservação de Recifes para o Desenvolvimento de Jardins de Corais”, o projeto terá duração de três anos e investimento de cerca de US$ 500 mil.
Um dos objetivos do programa é integrar a comunidade local e os turistas nas ações de conservação dos recursos marinhos e costeiros. O projeto utiliza-se da técnica de Jardinagem Coral, que consiste na coleta de material em colônias já existentes em viveiros marinhos que, depois de crescido, é transplantado novamente no recife.
Para Mauricio Vianna, diretor do Escritório de Turismo da República Dominicana no Brasil, a conscientização sobre os recifes de coral ajuda a conservar as belezas naturais da região. “Ao criar este projeto, a Fundação Ecológica Punta Cana dá uma importante contribuição para o meio ambiente, ajudando a preservar um ecossistema riquíssimo e que abriga uma grande diversidade de espécies marinhas”.
O financiamento foi concedido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Fundo Multilateral de Investimentos (FOMIN). A Fundação Ecológica Punta Cana, pioneira no uso desta técnica desde 1974, também tem viveiros de corais em Punta Rusia, Sósua e no Parque Nacional Submarino La Caleta, todos localizados na República Dominicana.

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