A sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA) enviou imagens que mostram a cordilheira de Phlegra Montes, uma região de Marte em que as inspeções radar indicam a existência de grandes quantidades de água gelada sob a superfície. Esta reserva poderia abastecer as futuras missões tripuladas ao planeta vermelho.
A cordilheira Phlegra Montes é uma serpenteante sucessão de montes e crateras que se estende desde a região noroeste da província vulcânica do Elysium (30°N) até as terras baixas do norte (50°N). É provável que esta cordilheira não tenha uma origem vulcânica, mas que se formou sob a ação das forças tectônicas que comprimiram a região na antiguidade.
Agora, novas imagens obtidas com a câmara estéreo de alta resolução da sonda Mars Express, da ESA, permitiram observar a cadeia montanhosa em detalhe. Se pode verificarque praticamente todas as montanhas estão rodeadas por ‘leques lobulares’ (LDA, por sua sigla em inglês), estruturas arredondadas que aparecem com frequência em torno as mesetas e montanhas destas latitudes.
Os cientistas pensam que este material foi se acumulando ao longo dos anos, fruto dos desprendimentos nas ladeiras e baixios que os rodeiam. Morfologicamente, se parecem muito às acumulações de escorrimentos que cobrem os glaciares aqui na Terra.
Este fato sugere que talvez também existam glaciares sob a superfície de Marte nesta região. A hipótese é respaldada pelas observações realizadas pelo radar que viaja a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA.
As observações do radar demonstram que a presença de leque lobulares de escorrimentos está quase sempre relacionada com a existência de água em estado sólido sob a superfície, as vezes a tão somente 20 metros de profundidade.
As crateras de impacto ao redor de Phlegra Montes apresentam marcas que indicam uma recente atividade glacial na região. As teorias indicam que as gretas do sistema montanhoso se formaram quando as crateras mais antigas se encheram de neve. A longo dos anos, a neve foi compactando até dar lugar aos glaciares que erodiram o fundo destas crateras.
No vale situado no centro das imagens se pode distinguir os característicos sulcos glaciais. Os glaciares destas latitudes médias se formaram em distintas épocas ao longo das últimas centenas de milhões de anos, quando o eixo polar de Marte era bastante diferente do atual, e consequentemente, também as condições climáticas na região.
Todos estes indícios sugerem que poderia haver grandes quantidades de água ocultas sob a superfície de Marte na região de Phlegra Mons. Se isto se confirmar, estas grandes reservas poderiam abastecer de água aos futuros astronautas que explorem o planeta vermelho.
Parecer
Os associados do Clube de Amigos da Aguaonline tem acesso ao parecer sobre o amianto no arquivo abaixo:
Procuradoria Geral da República pede banimento do amianto
A Procuradoria Geral da República apresentou parecer favorável ao pedido de inconstitucionalidade da lei federal 9.055/95, que permite a exploração, a utilização industrial e comercial do amianto, mineral comprovadamente cancerígeno, conforme estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a ação da Procuradoria, uma infinidade de documentos produzidos por órgãos nacionais e internacionais já avaliaram que todas as formas deste mineral provocam câncer e outras doenças, todas progressivas e que levam à morte. Estes órgãos são incisivos ao afirmar que não há índice de exposição segura ao amianto.
A Abifibro – Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores dos Produtos de Fibrocimento – entidade que trabalha no Brasil pela substituição do amianto por fibras alternativas, avalia este parecer de maneira positiva, uma vez que a lei 9.055/95 não cumpre mais o compromisso que o país assumiu ao assinar a Convenção 162, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê a eliminação de todas as formas de amianto, caso o país já conte com tecnologias capazes de substituí-lo. “Avalio que esta lei abre exceções e fere claramente os direitos fundamentais à saúde e ao meio ambiente”, afirma João Carlos Duarte Paes, presidente da Abifibro.
No Brasil, diversos atos normativos do CONAMA, do Ministério da Saúde e do Ministério da Previdência Social também reconhecem a periculosidade deste amianto e até vetam a utilização de produtos com este insumo.
Mais de 65 países já baniram o amianto. No Brasil, cinco estados já têm legislações que restringem seu uso (Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo) e outros estados já estudam seu banimento.
Como alternativa ao uso do amianto nos produtos de fibrocimento, a Abifibro promove a adoção de tecnologias e insumos ambientalmente responsáveis e reconhecidamente seguros à saúde pública, tanto no processo de produção, como na utilização pelos consumidores.
O Brasil já conta com essa tecnologia e com matérias-primas como o Polipropileno (PP), aqui produzido, e o Poli Álcool Vinílico (PVA), importado do Japão e da China, analisadas e aprovadas pelo Ministério da Saúde e viáveis economicamente.

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