
Cecy Oliveira – direto de Medellín (Colômbia), a convite do D7.
Acordos locais como a redução do uso da água para irrigação do arroz; o desenvolvimento de políticas de preservação de bosques no Departamento de Antioquia (Colômbia) e compromissos para garantir que na legislação se inclua a obrigação de que os projetos de infraestrutura sejam executados respeitando as características das culturas locais, o gênero e a visão intergerações são parte do inventário obtido no 7º Diálogo Interamericano de Gestão da Água (D7), realizado na cidade de M Medellín (Colômbia).
O diálogo enlaçou mais do que ideias porque se enriqueceu com a marca de uma visão ética da gestão integrada da água no continente e a premissa de que a mesma deve ser produto das gerações presentes e futuras, segundo o tom dos discursos na cerimônia de encerramento.
Temáticas comuns foram identificadas pelos especialistas, cientistas e demais participantes que integraram nove grandes mesas de trabalho e que obtiveram consenso em pelo menos cinco grandes marcos:
1. A água é essencial à vida, o que reforça a sua condição de direito de todos os seres vivos;
2. É fundamental o respeito e o conhecimento sobre as cosmovisões das culturas do continente;
3. É urgente incluir o tema água na educação em todos os níveis e gerações;
4. É indispensável reconhecer e destacar a importância da educação ambiental
5. Uma das estratégias decisivas para aumentar a circulação de informações é dar ênfase no uso das ferramentas de Comunicação e trabalhar para ampliar e consolidar alianças com as mídias.
Todos que fizeram parte desta organizada “torre de babel ambiental”, que se ergueu em Medellín durante seis dias estão convictos de que é preciso consagrar, de uma vez por todas, as bacias hidrográficas como unidades de planejamento e ação.
Próximos passos
Os acordos e compromissos estabelecidos foram entregues aos delegados dos 35 países do hemisfério e farão parte da posição do continente no VI Fórum Mundial da Água que se realizará em março de 2012, em Marselha, (França) e na Cúpula Rio+20, que terá lugar no mês de junho do mesmo ano, no Brasil.
As conclusões obtidas no D7 servirão de base para construir uma agenda de ações, políticas e projetos para melhorar a gestão dos recursos hídricos.
O presidente do Diálogo, Luis Alfonso Escobar Trujillo, disse que o D7 superou as expectativas, conseguiu manter o interesse dos participantes, apontou um rumo para as discussões preparatórias para o Fórum de Marselha e deixou evidente que as nações e os povos do continente estão se pondo de acordo sobre tema fundamental para uma melhor gestão dos recursos hídricos.
Ao concluir disse: “Estamos muito agradecidos com o que Medellín nos proporcionou, com o apoio das organizações e instituições ao evento, assim como dos meios de comunicação, e, em especial, dos interlocutores que trouxeram para o D7 sua experiência e compromisso ambiental”.
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