
Foto: Antiga cisterna da Ilha de Delos, na Grécia. Aguaonline.
O saneamento como é conhecido hoje tem suas raízes nas civilizações antigas como a suméria, a babilônica e a egípcia. Esta teve seu apogeu ligado ao aproveitamento das cheias do Rio Nilo para fertilização das terras usadas para o plantio.
Registros antigos revelam que a civilização Suméria na Mesopotâmia, foi uma das mais antigas a realizar obras hidráulicas e perfurar poços 8 mil AC. Desvios de cursos de rios propiciaram a construção de barragens com canais de drenagem e sistemas de distribuição de água para irrigação agrícola. Na Babilônia já existiam sistemas de coleta de esgotos nas cidades; na India por volta de 3.750 AC. foram construídas galerias de esgotos em Nippur e em 3.200 AC. obras para o abastecimento e drenagem de água no Vale do Indo.
No Japão a história do relacionamento do homem com o Lago Biwa, na Província de Shiga, é apresentada através de exposições de ruínas encontradas no fundo do lago, meios de transporte lacustre utilizados, meios de pesca e uso e controle da água que remontam até a 20 mil anos atrás.
Conforme o sanitarista Azevedo Netto documentos em sânscrito datados de 2.000 AC. aconselhavam o acondicionamento da água em vasos de cobre, sua exposição ao sol e filtragem através do carvão, ou ainda, pela imersão de barra de ferro aquecida, bem como o uso de areia e cascalho para filtração da água. Por volta de 1500 AC., os egípcios já utilizavam a prática da decantação para purificação da água.
Na Grécia antiga há vestígios, na Ilha de Delos, de sistemas completos de captação de água da chuva para abastecimento de uma cidade que chegou a ter mais de 5.000 habitantes. Os maias, na Guatemala, também utilizaram estes sistemas para abastecer a cidade de Tikal, 800 AC.
A partir da documentação arqueológica, o professor Dr. Francisco Marshall vai apresentar, no Sarau das Águas , evento que integra a programação do ECOA-POA de preparação da cidade de Porto Alegre para receber o 26º Congresso Brasileiro de Engeharia Sanitária e Ambiental,
um repertório de soluções técnicas que viabilizou a vida em cidades na antiguidade mediterrânica.
A palestra, que terá início às 19h30min. do dia 16/09, será apresentada no Studio Clio – Rua José do Patrocínio, 689 – em Porto Alegre. Ingresso a R$ 30,00 e R$ 20,00 (estudantes e professores).
Casa do Arroio alerta para falta de cuidados com mananciais de Porto Alegre
Sofás, fogões, armários, aparelhos de TV. Itens que podem compor um casa já foram retirados dos arroios de Porto Alegre por equipes do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP). Eles refletem a falta de cuidado da população com a preservação dos arroios da cidade que são os alimentadores do Lago Guaíba.
Ao todo as equipes do DEP são responsáveis pelo monitoramento de 28 arroios que percorrem a cidade. Normalmente a limpeza é feita com máquinas que retiram também sedimentos.
As equipes de educação ambiental do DEP utilizam estes materiais como forma de chamar a atenção da população qaunto ao cuidado na disposição dos resíduos volumosos pois o lugar adequado não são os arrois, com certeza.
Até o dia 30/09 alguns destes objetos estarão em exposição junto à casa de bombas nº 16, na zona central da cidade, próximo à rótula das cuias.
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