ANA contrata estudo para proteção do Aquífero Guarani

A Agência Nacional de Águas (ANA) está com um edital aberto para contratação do “Estudo da Vulnerabilidade Natural à Contaminação e Estratégias de Proteção do Sistema Aquífero Guarani nas Áreas de Afloramento”, cuja duração prevista é de dois anos. Até 2 de agosto, as empresas interessadas que atenderem a todas as exigências do edital poderão enviar suas propostas para a ANA para participar da licitação na modalidade de concorrência. O estudo tem o objetivo de avaliar regionalmente a vulnerabilidade do Sistema Aquífero Guarani (SAG) à contaminação, estabelecendo uma base técnica para o planejamento das ações e medidas de proteção e controle das águas subterrâneas.

O trabalho será uma referência de apoio a decisões dos órgãos estaduais gestores dos recursos hídricos subterrâneos que fazem parte do SAG. O estudo abrange as áreas de afloramento do Sistema Aquífero Guarani, regiões onde o aquífero aparece à superfície do terreno, as quais ocupam 87.400km² do território brasileiro, o que equivale aproximadamente à soma dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Tais áreas englobam parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O SAG como um todo também abrange parcialmente Argentina, Paraguai e Uruguai.

No que diz respeito à avaliação da contaminação das águas subterrâneas, o trabalho prevê um cadastro e um mapa de fontes potenciais de poluição, além de mapas de uso e ocupação do solo e de perigo de contaminação. O estudo também deve propor estratégias de uso e proteção das águas do Sistema Aquífero Guarani. Nas áreas de maior vulnerabilidade e perigo de contaminação, deverão ser propostas áreas de proteção de aquíferos e perímetros de proteção de poços de abastecimento, visando à proteção da qualidade das águas subterrâneas.

Para execução do Estudo da Vulnerabilidade Natural à Contaminação e Estratégias de Proteção do Sistema Aquífero Guarani nas Áreas de Afloramento deverão ser produzidos mapeamentos geológico e hidrogeológico em escala 1:250.000. Além disso, o trabalho fará um cadastro de poços nessas regiões e elegerá uma rede de poços para medições quantitativas e qualitativas da água.

Fonte: ANA.

Pegada hídrica – saiba mais I

# A pegada hídrica de uma pessoa, empresa ou país se define como o volume total de água doce usada para produzir os bens e serviços consumidos. A pegada hídrica se expressa em geral em termos de volume de água utilizada por ano.

# Dado que nem todos os bens consumidos em um país são produzidos em seu território, a pegada hídrica é calculada pelo uso doméstico dos recursos hídricos e o uso de água procedente de fora. A pegada hídrica inclui tanto a água superficial como a subterrânea, sem esquecer o uso da umidade do solo para fins agrícolas.

# A água virtual é a água que foi utilizada nos produtos. Para produzir qualquer bem ou serviço se necessita água; a água utilizada para produzir produtos agrícolas ou industriais é denominada a água virtual do produto.

# O volume global de fluxos de água virtual relacionado com o comércio internacional de produtos é de 1.600 de Km³/ano. Cerca de 80% destes fluxos de água virtual está relacionado com o comércio de produtos agrícolas, enquanto que o resto dos fluxos se relacionam com o comércio de produtos industriais.

A produção de 1 quilo de:

 arroz requer 3.000 litros de água;

 milho requer 900 litros de água;

 trigo requer 1.350 litros de água;

 carne bovina requer 16.000 litros de água;

 1 xícara de café consome 140 litros de água;

 1 litro de leite requer 1.000 litros de água.

Continuidade do PAG

O Estudo da Vulnerabilidade Natural à Contaminação e Estratégias de Proteção do Sistema Aquífero Guarani nas Áreas de Afloramento está no contexto da Agenda de Águas Subterrâneas da ANA, cujo foco é fortalecer a implementação da gestão integrada de recursos hídricos superficiais e subterrâneos e representa parte das atividades da Agência no que diz respeito ao Programa Nacional de Águas Subterrâneas (PNAS) do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH).

Esse estudo está previsto no Programa Estratégico de Ação (PEA), aprovado no âmbito do Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani (PSAG), finalizado em 2010.

Pegada hídrica – saiba mais I!

Em âmbito global, se economiza água ao exportar produtos agrícolas de regiões com alta produtividade de água para regiões com baixa produtividade de água. Atualmente, se os países importadores produzissem domesticamente todos os produtos agrícolas, necessitariam 1.600 Km³ de água ao ano, entretanto, os países exportadores estão produzindo estes produtos com somente 1.200 Km³/ano, economizando em âmbito global ao redor de uns 400 km³ de água ao ano.

O consumo per capita de água virtual contido na alimentação varia segundo o tipo de dieta alimentícia, desde 1 m³/dia para uma dieta de sobrevivência, até 2,6 m³/dia para uma dieta vegetariana e mais de 5 m³ para uma dieta a base de carne como a dos Estados Unidos.

Somente 7% da pegada hídrica da China, que é de 700 m³ de água per capita ao ano (m³/cap/ano), é externa ao país, enquanto que 65% da pegada hídrica total do Japão, que é de 1150 m³/cap/ano, é externa.

Estima-se que a média da pegada hídrica dos Estados Unidos é de 2.480 m³/cap/ano, enquanto que a média mundial da pegada hídrica é de 1.240 m³/cap/ano.

Informação extraída do 2° Informe das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos no Mundo “A água, uma responsabilidade compartilhada” e do site “A pegada hídrica” – www.huellahidrica.org do Instituto UNESCO-IHE para a Educação relativa à Água.

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