RS já tem programa recicla lâmpadas

A Associação dos Comerciantes de Materiais para Construção de Caxias do Sul (Acomac), com o apoio da Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), e da empresa Apliquim Brasil Recicle, lançou, no dia 13 de junho, o programa “Recicla Lâmpada – Lâmpada no lixo nunca mais”.

O objetivo da iniciativa é estimular empresas e consumidores a devolverem suas lâmpadas fluorescentes, após o uso, para as lojas associadas à Acomac. Essa atitude evita que as lâmpadas sejam descartadas no lixo comum, o que pode contaminar o meio ambiente, causando problemas de saúde na população. Essa contaminação se dá pelo mercúrio, um metal altamente tóxico e volátil que está contido nesse tipo de produto.

As lojas associadas à Acomac funcionarão como postos de coleta e destinarão as lâmpadas usadas à empresa Apliquim Brasil Recicle, responsável pela reciclagem dos componentes do resíduo e recuperação do mercúrio contido nas lâmpadas.

Caxias do Sul será a primeira cidade do País a implantar sistema de coleta de resíduo, com encaminhamento para descontaminação e reaproveitamento de seus componentes.

Segundo o biólogo Eduardo Sebben, diretor superintendente da Apliquim Brasil Recicle, apesar das lâmpadas fluorescentes serem mais econômicas do que as incandescentes, elas acabaram se tornando um grave problema ambiental. “Atualmente são descartadas indevidamente mais de 150 milhões de lâmpadas no Brasil, contaminando a natureza com mercúrio, cujos efeitos tóxico e biocumulativo oferecem riscos à saúde pública e aos seres vivos”, afirma.

O especialista explica que uma única lâmpada pode contaminar até 15 mil litros de água, o equivalente a uma piscina. “A solução é conscientizar a população de que não se pode jogar as lâmpadas no lixo nem em terrenos baldios. A atitude correta é devolvê-las às lojas conveniadas, para que ocorra sua descontaminação e reciclagem, garantindo a sustentabilidade do processo”, enfatiza.

Os processos de reciclagem das lâmpadas variam de acordo com o modelo do produto. Basicamente, separam-se os componentes de metal (terminais de alumínio, soquetes e estruturas metálicas), o vidro (em forma de tubo, ou outra), o pó fosfórico (pó branco contido no interior) e, principalmente, o mercúrio, que é extraído e recuperado em seu estado líquido elementar. Todos os processos ocorrem através de tecnologia avançada, sob circunstâncias especiais e em ambiente controlado.

Mario Guilherme Sebben, presidente da Apliquim Brasil Recicle, informa que, atualmente, o custo da reciclagem varia de R$ 1,00 a R$ 2,00 por lâmpada. N o entanto, o consumidor deverá negociar o preço a ser pago diretamente com o fornecedor, já que o valor pode ser reduzido de acordo com a quantidade de lâmpadas adquiridas e, até mesmo, ser gratuito, conforme promoções e ofertas de cada loja.

“Em parceria com a Acomac e a Prefeitura de Caxias do Sul, vamos realizar uma experiência pioneira no Brasil, que pretendemos expandir para as principais cidades do Brasil, sempre junto às associações e organizações locais”, informa Sebben.As lojas associadas à Acomac possuem materiais publicitários que as identificam como pontos de coleta de lâmpadas fluorescentes usadas.

Ao serem entregues nas lojas, as lâmpadas são devidamente embaladas e estocadas em um local apropriado, para depois serem recolhidas pela Apliquim Brasil Recicle.

As empresas de Caxias do Sul que tiverem interesse em se tornar um ponto de coleta devem entrar em contato com a Acomac pelo telefone (54) 3221.2997 ou pelo sitewww.acomaccaxias.com.br.

Ford quer premiar boas iniciativas

Em sua 16ª edição, o Prêmio Ford de Conservação Ambiental vai distribuir R$ 100 mil aos melhores trabalhos de proteção da natureza e da biodiversidade realizados no Brasil, em sete categorias.

A inscrição já pode ser feita. É gratuita e aberta a pessoas físicas, empresas, escolas, organizações não-governamentais e outras entidades. O regulamento e as orientações para a inscrição podem ser encontradas no site: www.premiofordambiental.com.br .

Considerado um dos reconhecimentos mais importantes da área, o Prêmio Ford de Conservação Ambiental é promovido em várias partes do mundo. “Lançado no Brasil em 1996, ele tem contribuído para incentivar o trabalho de personalidades e entidades que se dedicam a promover a consciência ambiental e o uso sustentado dos recursos naturais do país, desenvolvendo iniciativas inovadoras e exemplares”, completa Edmir Mesz.

A premiação é composta pelas categorias Conquista Individual, Negócios em Conservação, Ciência e Formação de Recursos Humanos, Meio Ambiente nas Escolas e Fornecedor. A novidade este ano é o desmembramento da categoria Distribuidor em duas: Automóveis e Caminhões. As demais são: Conquista Individual, Negócios em Conservação, Ciência e Formação de Recursos Humanos, Meio Ambiente nas Escolas e Fornecedor.

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