
Treze anos depois de ter seu parque de geração totalmente privatizado, a Eletrosul Centrais Elétricas S.A., subsidiária da Eletrobras, dá uma reviravolta em sua história recente e entrega ao País os primeiros 10 megawatts (MW) de energia eólica produzidos por uma empresa do Sistema Eletrobras. A Eletrosul encaminhou nesta sexta-feira (03) ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a Declaração de Atendimento aos Procedimentos de Rede, oficializando a primeira etapa de operação do Complexo Eólico Cerro Chato, em Sant’Ana do Livramento, Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai.
Nessa primeira etapa, entraram em funcionamento cinco de um total de 15 aerogeradores de um dos três parques que compõem o Complexo. Cada parque terá capacidade para gerar até 30 MW. A energia produzida por esse primeiro circuito já está abastecendo o Sistema Interligado Nacional (SIN). Paralelamente ao início da operação, a Eletrosul mantém as obras em ritmo acelerado para entregar todo o parque gerador, salvo imprevistos, até o final de setembro próximo.
A energia que será gerada pelo Complexo Eólico Cerro Chato – consórcio formado pela Eletrosul (90%) e Wobben (10%) – foi comercializada, em dezembro de 2009, no primeiro leilão exclusivo de energia eólica realizado pelo governo federal, e será disponibilizada ao SIN. Ou seja, reforçará o sistema elétrico brasileiro, especialmente na fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, diminuindo a dependência da energia complementar das usinas termelétricas em períodos de picos de demanda e de estiagem, quando a capacidade de geração das hidrelétricas fica comprometida.
A geração de 90 MW, que será a capacidade instalada total do complexo, é suficiente para atender o consumo de aproximadamente 500 mil pessoas – seis vezes a população de Sant’Ana do Livramento, onde as usinas estão sendo instaladas.
O empreendimento compreende, ainda, uma subestação coletora, que concentrará a energia produzida pelas três usinas e fará a conversão da tensão de 34 quilovolts (kV) para 230 kV. A energia chega até a subestação coletora por uma rede de média tensão subterrânea de 69 quilômetros. Dessa unidade, a energia é transportada por uma linha de transmissão de 24,7 quilômetros de extensão, já concluída, para outra subestação, a Livramento 2, que pertence à Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE). De lá, a energia será distribuída para o SIN. A Subestação Livramento 2 foi ampliada para receber a energia gerada por Cerro Chato.
A previsão é de que o primeiro parque de usinas esteja em pleno funcionamento até a primeira semana de julho. O segundo conjunto de usinas deverá ser finalizado e entrar em operação, até o final de agosto, e o terceiro parque gerador, até o final de setembro.
O futuro da água
Cerca de 60 especialistas de universidades, entidade e empresas norte-americans do mercado da água debaterão nesta terça-feira (07/06) os desafios de fornecer água potável para uma população global em crescimento. O evento será transmitido ao vivo, em onglês, durante uma hora através do site: www.futurewecreate.com.
A promoção é da empresas Dow Water&Process Solutions.


Leave a Reply