Separar o lixo pode ajudar na decoração

Aliar o incentivo à prática de um hábito saudável – como é a separação do lixo nas residências – a um visual moderno e caprichado é o que fizeram os inventores Fabiano Machado e Paulo Henrique ao proporem uma lixeira modulada embutida na parede.

Segundo observaram, é muito comum em residências utilizar pequenas lixeiras para o descarte de lixo formado no preparo de alimentos ou outras atividades executadas na cozinha. Porém esta lixeira atrai insetos e animais na busca de alimentos. Assim, torna-se necessária a retirada diária deste lixo e a higienização do ambiente.

Muitas donas de casa fazem a reciclagem do lixo separando os diferentes tipos para posterior descarte, porém as lixeiras não são destinadas a este processo, por isso normalmente são usados diversos sacos que classificam o lixo.

O projeto desenvolvido pelos inventores Fabiano Machado e Paulo Henrique,denominado “Disposição aplicada em Lixeira”, é uma lixeira com módulo embutido na parede com entradas seletivas de dejetos, que são canalizados e conduzidos por gravidade pelos dutos inclinados e tubos para o recipiente de armazenamento com divisórias internas.

A lixeira permite ao usuário a possibilidade de descartar o lixo de modo classificatório depositado diretamente no saco seletivo. Ao depositar o lixo na entrada selecionada, este é conduzido ao compartimento compatível com sua classificação.

Segundo os inventores: “Este projeto oferece diversos designes geométricos com acabamentos estéticos que deixam a invenção com um visual moderno na parede da cozinha”, explicam. Este conjunto agrega diversas vantagens, entre elas: conforto, praticidade, facilidade, evita proliferação animais transmissores de doenças, ecologicamente correto, permite a reciclagem do lixo, tudo isso com uma excelente relação custo-benefício.

Parceria

Por isso, Fabiano e Paulo estão em busca de parceiros para o desenvolvimento de modelos. Com patente requerida em todo o território brasileiro, os inventores buscam negociá-la ou obter parceria entre fabricantes de lixeiras e utensílios domésticos, para criar modelos, realizar testes e industrializá-la.

Empresários interessados em investir no produto devem entrar em contato com a Associação Nacional dos Inventores pelo telefone (11) 3873-3211.

Santos FC promove coleta seletiva

O Santos FC iniciou um programa de coleta seletiva no Clube no dia 15 de março e atualmente já arrecada cerca de 300 kg de lixo reciclável por semana. O projeto foi lançado oficialmente à torcida no jogo do Peixe contra o Palmeiras, na Vila Belmiro. Na ocasião, 12 cestos de lixo reciclável foram disponibilizados no 4ª andar do Estádio e no ginásio, para que os santistas possam colaborar com a ação. Os torcedores receberam panfletos explicativos na entrada da Vila.

Os funcionários do Santos FC, tanto da Vila Belmiro quanto do CT Rei Pelé, participam do programa de coleta, e o número de lixo recolhido só tende a aumentar.

Quem recolhe o lixo é a Prodesan (Progresso e Desenvolvimento de Santos) e os materiais utilizados para a coleta são fornecidos pela Fortnort.

Seminário radiografa situação dos aterros no RS

Depósitos irregulares, lixo despejado na terra, contaminação do solo, da água e do ar, fazem parte do cenário degradante, no Rio Grande do Sul, no que se refere ao tratamento dos resíduos sólidos. O Estado conta com 23 lixões e 105 aterros fora dos padrões de qualidade, conforme levantamento da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

Os dados foram apresentados nessa quarta-feira, 13 de abril, durante o seminárioAlternativas Tecnológicas para Tratamento de Resíduos Sólidos, promovido pela Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), em parceria com a ANAMMA – Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente, e o CONDIMMA – Conselho dos Dirigentes Municipais de Meio Ambiente.

A política nacional de resíduos sólidos prevê que esses depósitos irregulares sejam substituídos por aterros sanitários até agosto de 2014. Mas segundo o coordenador de Meio Ambiente da Famurs, Valtemir Goldmeier, a solução passa pela adoção de “tecnologias limpas” que transformem o lixo em benefícios aos nunicípios e à população.

“Na Europa, o lixo é reutilizado para geração de energia. No Brasil, esse tipo de tratamento é economicamente inviável, devido ao alto custo para a implantação de uma usina de valorização de resíduos. Aguardamos pelos incentivos financeiros da União que viabilizem a adoção dessas alternativas” opina Valtemir.

Para os municípios, o problema é a falta de verba para a implementação de aterros sanitários. Conforme a chefe do serviço de resíduos urbanos da Fepam, Daiene da Silva Gomes, faltam recursos para a capacitação de técnicos e para a manutenção dos equipamentos.

“O problema está na operacionalização dos depósitos. Após o início dos trabalhos, o aterro se transforma em um lixão”, lamenta a engenheira química.

Painelista do encontro, o engenheiro sanitarista da Divisão de Assessoramento Técnico do Ministério Público Estadual, Márcio Frangipan, listou uma série de graves irregularidades encontradas durante vistorias aos lixões gaúchos.

“Flagramos a presença de resíduos hospitalares e industriais em meio ao resto dos dejetos, chorume exposto a céu aberto, carcaças de animais mortos e resquícios de lixo incinerado” listou o promotor.

Um aterro sanitário regularizado precisa dispor de uma portaria que fiscalize e controle o depósito de resíduos, de acessos internos e externos em condições de trafegabilidade, e de sistemas de impermeabilização do solo a base de lonas e de drenagem pluvial. Além disso, os dejetos precisam ser diariamente cobertos com terra, os gases gerados pelos resíduos devem ser captados e queimados e as águas dos lençois subterrâneos, monitoradas.

Segundo o coordenador de Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Municípios, Edison Martins, o custo para essa operação em escala nacional é de R$ 54 bilhões.

Tradicional financiador de projetos de infraestrutura, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) estima que seja necessário um investimento de R$ 30 milhões para o tratamento diário de aproximadamente 100 toneladas de resíduos sólidos. Segundo o analista de investimentos, Marcelo Navarini, ex-funcionário do Banco, a instituição apoia projetos que visam o reaproveitamento energético.

Municípios com aterros fora dos padrões de qualidade, denominados “aterros controlados”, licenciados pela Fepam, têm até agosto de 2012 para regularizar a situação e concluírem a implantação de seus aterros sanitários.

Fonte: Ascom Famurs.

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