Crianças ensinam como ser guardião da natureza

Resultado de concurso realizado durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a “I Antologia Espantaxim e o Castelinho Mágico – Prêmio Espantaxim 2010”, que será lançada no dia 3 de abril, traz textos com sugestões de crianças de sete a 12 anos sobre como ajudar a preservar o Planeta. São mensagens e redações de alunos de escolas de todo o País que responderam ao tema “Guardiões da Natureza – O que você faria para também se tornar um guardião da natureza?”, lançado pela editora D.A. Produções Artísticas, criada e dirigida pela compositora, escritora e cantora Dulce Auriemo. O lançamento acontece às 15h30min na Praça Victor Civita, em São Paulo, durante o show “Espantaxim e os Guardiões da Natureza”, estrelado por Dulce e 17 personagens da Turminha do Espantaxim.

A obra traz 63 textos – mensagens e narrativas feitas por crianças de sete a 12 anos, 58 delas escolhidas pelo júri do “I Concurso Literário Infantil Espantaxim e o Castelinho Mágico – Prêmio Espantaxim/2010”. São oito vencedores e mais 50 textos selecionados*. Os textos apresentam atitudes criativas quanto à preservação da natureza. A variedade de idéias e as soluções para os problemas vividos atualmente demonstram a preocupação e o envolvimento das crianças com o meio ambiente e o Planeta.

O livro tem capa feita por Gilmar de Godoy, direção de arte de Ronaldo da Silva Rego e projeto gráfico da Graphic Designers.

Segundo Leandra Schwam Auriemo, da Comissão Julgadora, “essa antologia é destinada, a princípio, ao público infantil, mas pode ser também um instrumento rico para adultos, seja para pensarem, refletirem ou mesmo para perceberem como os pequenos expressam suas idéias, suas opiniões e sentimentos”. De acordo com Leandra, o concurso e seu resultado final vão ao encontro de uma real necessidade do processo de educação infantil, que é desenvolver e valorizar o gosto literário, estimular a criatividade e a imaginação, incentivar a leitura e a escrita e promover a discussão e a preocupação com os problemas ambientais.

“Ao ler as 310 mensagens e redações escritas por crianças de sete a 12 anos, de 69 escolas de São Paulo e de outros estados, descobrimos que os pequenos escritores estão perfeitamente conscientes dos graves problemas ambientais que já atingem nosso dia a dia e que muitos desses problemas afetarão as próximas gerações. Na visão particular de cada um, considerando seu mundo, sua condição social, e, de acordo com o meio em que vivem, pequenas ações poderão ajudar a combater o processo de deterioração do nosso planeta. E todos concordam que esse deverá ser um incessante trabalho em conjunto. E que todos precisam realmente colaborar!

“Diariamente observamos cenas de desastres da natureza que chocam a população e todos nós sabemos que foram causados pelo abuso e desrespeito do próprio homem em relação à devastação dos recursos naturais”, escreve Dulce Auriemo na introdução da Antologia.

Segundo Dulce, boa parte dos livros será destinada a instituições, bibliotecas e escolas, onde poderá “servir de material de apoio em aulas de educação ambiental”.

Na última capa, Luiz Furlan, presidente da FAS – Fundação Amazonas Sustentável – reflete que os adultos olham o futuro com cautela, pensando no passado, e que os jovens pensam no amanhã com ousadia e otimismo. “O aquecimento global é uma realidade que afeta a todos – daí a urgência e a importância da mobilização de todos. Com o engajamento dos jovens poderemos melhorar o meio ambiente e mudar o nosso destino”, afirma o ex- ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2003-2007).

Cingapura é a metrópole mais verde da Ásia

Um estudo feito pela Economist Intelligence Unit (EIU) com cidades asiáticas concluiu que Cingapura é a megacidade com maior índice de sustentabilidade da Ásia. A pesquisa Índice das Cidades Verdes da Ásia (Asian Green City Index) analisou os objetivos e as conquistas das 22 principais cidades do país em relação à proteção ambiental e climática. Cingapura se destacou por seus objetivos ambientais e por sua eficiência em atingí-los.

No panorama geral, a pesquisa concluiu que a consciência ambiental e as diretrizes de proteção climáticas desempenham papeis cada vez mais importantes nas 22 cidades analisadas. Outra constatação foi a de que a maioria das cidades asiáticas já iniciou diretrizes ambientais. Além disso, as emissões anuais de CO² per capita são menores nas cidades asiáticas do que o valor correspondente para a Europa (4,6 toneladas contra 5,2 toneladas per capita e por ano, respectivamente).

O estudo também mostrou que as 22 cidades asiáticas pesquisadas produzem uma média de 375 kg de resíduos por habitante e por ano, menos do que na América Latina (465 kg) e Europa (511 kg).

O Índice das Cidades Verdes da Ásia (Asian Green City Index) analisou o desempenho ambiental das 22 principais cidades da Ásia em oito categorias: energia e CO², uso da terra e edifícios, transportes, resíduos, água, esgotamento sanitário, qualidade do ar e governança ambiental.

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