Uma experiência inédita no setor de saneamento pode ajudar a combater os entulhos lançados em córregos e rios de São Paulo. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) avaliou a utilização de agregados obtidos da reciclagem de resíduos de construção civil para fechamento de valas das obras da adutora Mutinga – Vila Iracema – que vai melhorar o abastecimento na região Oeste da Grande São Paulo. O material provém da Usina de Reciclagem de Entulho de Osasco (Ureosasco).
“Além da redução de 50% nos custos, o teste poderá levar a Sabesp a utilizar o material reciclado em maior escala, em especial em base para pavimentação, reduzindo os impactos ambientais em relação à extração de minérios, como a areia e brita”, explica Marcelo Morgado, assessor de Meio Ambiente da presidência da Sabesp.
A iniciativa visa ainda à inovação nas técnicas aplicadas nas obras e colabora com o trabalho socioambiental da empresa, já que a reciclagem destes resíduos contribui com a ampliação da vida útil dos aterros.
A Sabesp também passou a exigir claramente em seus editais que as empreiteiras sigam a resolução Conama 307 referente à disposição de resíduos da construção civil. “Essas iniciativas da companhia criam condições para o surgimento de um novo mercado, estimulando a economia, gerando mão-de-obra e com significativos impactos a favor do meio ambiente”, diz Morgado.
Nos trabalhos foram utilizados 212 m³ de agregados leves de construção civil, com granulometria (distribuição de tamanho dos grãos) equivalente à da areia para o envelopamento do trecho de adutora e à da brita tipo 2 e bica corrida para a recomposição da pavimentação. Os materiais usados, analisados pelo laboratório Concremat durante todo o processo, foram originados de resíduos de concreto moído, peneirado e separado.
Em abril de 2010, após visita às instalações da Ureosasco, a Superintendência de Manutenção Estratégica (MM) da Sabesp enviou uma remessa de resíduos de obras da companhia para serem reciclados pela usina. A MM, setor da empresa de saneamento responsável pelos serviços de reparos e grandes intervenções, está conduzindo a experiência com o material obtido pela reciclagem.
O engenheiro da MM, Maurício Izidoro, coordenador dos testes, desenvolve sua tese de mestrado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) voltada ao uso do material reciclado proveniente de resíduos de construção civil. “Estou confiante no potencial do agregado de entulho para sub-base de pavimentação. A disseminação do uso no confinamento de tubulações, porém, depende de rigorosa segregação do entulho que chega às usinas de reciclagem, para se evitar a presença de gesso, argila, cerâmicas e lixo. Para isto é preciso controle nas demolições e em todo processo”, diz Izidoro.
Fonte: Sabesp.
Equipamento transforma água salobra em potável
O Grupo Ecogeo está desenvolvendo desde o fim do ano passado um projeto no Nordeste brasileiro com o objetivo de testar uma tecnologia que pode vir a substituir os caminhões-pipa. O equipamento movido a energia solar é capaz de transformar água salobra em potável.
O Grupo Ecogeo, em parceria com a Trunz Water Systems AG, fabricante de equipamentos especializada em tratamento de água, e a REPIC, entidade governamental suíça responsável por uma plataforma de apoio e promoção de projetos de energias renováveis, resolveu trazer para o Brasil sistema de dessalinização e purificação que transforma água salobra em potável.
São Sebastião do Umbuzeiro, localizado no sertão da Paraíba, é o terceiro município a operar a unidade móvel de dessalinização. Antes, o equipamento havia sido testado em Santa Luzia e Picuí/PB. No local onde está instalada atualmente, a unidade de dessalinização reduz a salinidade de 4.950 ppm (partes por milhão) para menos de 100 ppm (considerada água própria para o consumo).
Com capacidade para produzir 700 litros/hora de água potável, a planta é autônoma, de fácil transporte, resistente à corrosão e oxidação, tem baixo custo operacional, pois utiliza energia solar.
Um dos diferenciais da tecnologia dos equipamentos da Trunz Water Systems é o sistema de pré-filtração que controla a qualidade da água que entra no processo de osmose reversa. No total, o equipamento em funcionamento possui quatro pré-filtros, sendo um deles dedicado à segurança do líquido que chega até a membrana, que é a responsável pela transformação da água salobra em potável.
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