
Lançado em Belo Horizonte (MG), o livro Revitalização de Rios no Mundo – América, Europa e Ásia, é uma oportunidade para conhecer 13 experiências de revitalização de rios: os brasileiros, Velhas e Mosquito (MG), Tietê (SP) e São Francisco; e ainda os rios Anacostia (Estados Unidos), Sena (França), Tâmisa, Londres (Inglaterra), Isar (Alemanha), Scolowka (Polônia), Reno (Suíça, França, Alemanha e Holanda, Cheonggyecheon (Coreia do Sul), Danúbio (União Europeia) e o processo de remoção de barragens e revitalização de rios nos Estados Unidos.
A publicação contém os anais dos dois seminários internacionais sobre revitalização de rios (2008 e 2010), realizados, em Belo Horizonte, no contexto do Projeto Estruturador Revitalização do Rio das Velhas em seu trecho metropolitano – Meta 2010, do Governo de Minas. Um dos organizadores do livro, Thomaz Mata Machado, coordenador do Projeto Manuelzão, apresentou o livro a uma platéia atenta. “Sobre o Velhas, tem tudo”, descreveu. Os esforços empreendidos e a atuação dos órgãos governamentais e não governamentais para despoluir o trecho metropolitano do mais importante afluente do rio São Francisco e os resultados obtidos estão contidos nos textos, ricos em aspectos metodológicos, políticos e sociais, de autoria de dirigentes governamentais, técnicos e ambientalistas.
Os diversos processos de revitalização apresentados permitem comparações e reflexões, como observou Matta Machado. “O monitoramento biológico dos rios é o primeiro a mostrar a poluição e também a despoluição. Foi assim com o dourado e outras espécies no Velhas, e com o salmão que voltou a ocorrer no trecho londrino do Tamisa”. Para ele entre outras conclusões, os dois seminários internacionais demonstraram que o processo de revitalização do rio das Velhas está no caminho certo.
Opinião compartilhada pela coordenadora da Meta 2010, da Semad, Myriam Mousinho. “Essa publicação é importante, por um lado, para divulgar experiências internacionais e mostrar como é complexo revitalizar um rio, e por outro lado, para mostrar que estamos no caminho certo”, avaliou. A diretora geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Cleide Pedrosa ressaltou uma das mais expressivas facetas do livro – “É uma forma da sociedade se instrumentalizar para exigir a preservação das águas”.
Para os organizadores, o livro é um instrumento que ajuda a construir o Movimento Mundial pelos Rios, ou se preferirem Worldwide Movement for Rivers, lançado durante o segundo seminário em maio deste ano, pelo Projeto Manuelzão. O livro é resultado da parceria entre Projeto Manuelzão e Governo de Minas e pode ser adquirido por Comitês de Bacias Hidrográficas, setores públicos e demais grupos que se envolvam com a causa. Instituições interessadas em adquirir a obra, podem entrar em contato com o Projeto Manuelzão pelo telefone (31) 3409-9818.
AES Tietê solta 2,5 milhões de alevinos nos rios
Repovoar os rios é uma das preocupações da AES Tietê, empresa de geração de energia do Grupo AES Brasil. Por isso, os rios Tietê, Grande, Pardo e Mogi-Guaçu recebem cerca de 2,5 milhões de alevinos ao ano, que são distribuídos dentro do Programa de Manejo Pesqueiro da empresa.
O objetivo do repovoamento dos rios é preservar as espécies nativas de peixes e promover o equilíbrio do ecossistema.
A soltura de alevinos também traz vantagens à pesca profissional e amadora, contribuindo para melhorar as condições de lazer das populações ribeirinhas.
O cultivo e a reprodução de sete espécies – pacu-guaçu, curimbatá, piapara, dourado, tabarana, piracanjuba e lambari – é feito nas Estações de Hidrobiologia e Aquicultura das usinas Barra Bonita e Promissão.
Além do manejo pesqueiro, a AES Tietê desenvolve uma série de programas ambientais, entre eles o manejo da flora, com a produção de 1 milhão de mudas por ano no viveiro localizado na Usina Promissão. Parte dessas mudas é doada às comunidades e prefeituras da região, por meio do Programa de Fomento Florestal, e especialmente destinada ao reflorestamento e à recomposição das áreas degradadas.
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