A malária e a relação dela com as mudanças no clima na região Amazônica foram alguns dos principais assuntos do segundo Workshop do Centro de Estudos de Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (Adapta), realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT). O evento, que está sendo realizado na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manaus, debate as pesquisas feitas pelo projeto que envolve várias áreas do conhecimento científico.
Durante a palestra sobre insetos como vetores de doenças tropicais, o pesquisador e vice-diretor do Inpa, Walnderi Tadei, afirmou que a região Amazônica é sensível mudanças do clima.
“Se tivermos um aquecimento na região amazônica, há uma aceleração do metabolismo dos insetos e eles vão se desenvolver mais rápido.Se analisarmos o caso do mosquito da malária, haverá um aumento na transmissão da doença”, afirmou.
Ação preventiva
Ainda segundo o pesquisador, a regra vale também para o mosquito da dengue e o mosquito comum, conhecido na região amazônica como carapanã. Para Tadei, as pesquisas servem para se analisar as condições do ambiente e assim prevenir possíveis epidemias.
“A Amazônia tem um clico hidrológico regular, são 8 meses de água subindo e quatro meses de água baixando. Mas se há uma quebra nessa sequência, seja por qualquer alteração ambiental, teremos de ser capazes de intervir neste processo e é essa a proposta do Adapta e da Rede Malária: contribuir para que possamos fazer modelos que possam chegar as comunidades ribeirinhas e agir preventivamente”, destacou.
O seminário contou ainda com apresentações de pesquisas nas áreas de biologia aquática e ecossistemas da Amazônia. O segundo Workshop do Centro de Estudos de Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (Adapta) encerrou quarta-feira (28), na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na rua Terezina, 476, bairro Adrianópolis.
O projeto Adapta conta com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT).
Fonte: INPA.
SP descentraliza licenciamento ambiental
O município de São Carlos (SP) acaba de inaugurar sua nova Agência Ambiental Unificada. Com a unidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a cidade passa a ter um local único para os pedidos de licenciamento ambiental.
Segundo a Cetesb, o objetivo é consolidar o modelo criado pela Lei Estadual 13.542, de 2009, que reestruturou a companhia e lhe conferiu novas atribuições no processo de licenciamento ambiental, ao incorporar as atividades exercidas pelos antigos Departamentos Estadual de Proteção de Recursos Naturais, de Uso do Solo Metropolitano e de Avaliação de Impacto Ambiental.
A inauguração faz parte das ações do projeto ambiental estratégico de licenciamento unificado da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A nova agência, que contará com oito funcionários, será comandada pela arquiteta urbanista Wilma Barbieri e atenderá, além de São Carlos, os municípios de Ribeirão Bonito, Ibaté, Dourado, Torrinha, Brotas e Itirapina.
Fonte: Agência FAPESP.
Fepam e MPE firmam parceria na área de resíduos industriais
O órgão ambiental do Rio Grande do Sul e o Ministério Público Estadual (MPE) firmam Termo de Cooperação às 16 horas desta terça-feira (27), no gabinete da Procuradora Geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha, para o compartilhamento de informações oriundas de procedimentos administrativos, inquéritos civis, ações civis públicas e procedimentos investigatórios criminais relativos às Centrais de Resíduos Industriais no Estado.
Caberá à Fepam dispor ao MPE cópias de auditorias ambientais, dos autos de infrações na hipótese de serem constatadas infrações às licenças ambientais concedidas e cópia e dos compromissos ambientais eventualmente celebrados entre a Fepam e as Centrais de Resíduos Industriais.
De sua parte, o MPE, por meio do promotor com atuação na Comarca onde se localiza a Central de Resíduos Industrial, irá informar à Fepam sobre inquéritos civis ou peças de informação para apuração dos fatos relacionados com as Centrais de Resíduos Industriais e sobre os termos de ajustamento de conduta, ações civis públicas e investigações criminais que tenham por objeto a implantação, operação ou ampliação de Centrais de Resíduos Industriais para ciência e eventual acompanhamento.
Para a presidente da Fepam, Regina Telli, a parceria com o MPE reforça o papel das duas entidades em relação à proteção do meio ambiente. Conforme Regina, “Quando a informação é única e compartilhada, todos ganham, porque estamos protegendo o meio ambiente e, por consequência, a vida”.
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