
É difícil alertar as pessoas sobre um problema que ainda é invisível para elas. Assim é o aquecimento global, que chega sem ser notado mas pode alterar o clima dos países, provocar degradação ambiental e causar impactos na economia mundial. Estes foram alguns dos assuntos discutidos durante o evento “The Climate Change Exchange”, que conectou na terça e quarta (9 e 10 de março) – em videoconferência – jovens dos quatro países que sediam Olimpíadas nesta década de maior consciência sobre temas como meio ambiente e mudanças climáticas.
Os participantes brasileiros deste grande “show” de tecnologia e conhecimento – organizado pelo British Council em parceria com o Centro de Ciências de Ontário, do Canadá – montaram sua base no Museu da Vida da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De lá – diante de cerca de 200 estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro – eles trocaram experiências e informações com seus colegas, todos eles “Embaixadores do clima” do Canadá (sede dos Jogos de Inverno de 2010), Reino Unido (sede dos Jogos Olímpicos de 2012), Rússia (sede dos Jogos de Inverno de 2014) que eram vistos simultaneamente num telão. O Brasil – sede dos Jogos Olímpicos de 2016 – não poderia ficar de fora.
Os embaixadores do clima Sofia Martins Carvalho, aluna do Colégio Marista de Brasília, e Victor Curi, da Escola Parque, lideraram o grupo de brasileiros. Eles apontaram o desmatamento de florestas e o desperdício de água como alguns dos principais problemas ambientais do país. Os russos destacaram que a aparente vantagem do aquecimento global para um país com 60% de seu território coberto por gelo (permafrost) representa, também, um perigo de consequências imprevisíveis. Já os estudantes do Reino Unido alertaram para o uso cada vez maior de combustíveis fósseis – como carvão mineral, petróleo e gás natural – causam graves impactos, como a chuva ácida. Os canadenses, por sua vez, lembraram que os recentes Jogos de Inverno, disputados no país, foram prejudicados pela menor ocorrência de neve, o que afetou a prática de alguns esportes de competição.
O programa “Embaixadores do Clima” é uma iniciativa do British Council para aumentar conhecimento e ação sobre o tema mudança climática no Brasil. O projeto promove – por meio da ciência, educação e arte – o encontro e a troca de experiências entre jovens profissionais, estudantes, universitários e professores. Procura também ajudá-los a multiplicar o conhecimento, gerando diálogo sobre o impacto das mudanças climáticas e incentivo para ações construtivas.
O British Council é a organização internacional do Reino Unido para oportunidades educacionais e relações culturais. Seu trabalho busca estabelecer a troca de experiências e criar laços através do intercâmbio de conhecimento e de idéias entre pessoas ao redor do mundo. Atuamos em cinco áreas: Educação, Língua Inglesa, Ciências, Artes, Governança / Direitos Humanos. A organização atua em 223 cidades e 109 países, com parceiros como os governos locais em diversas instâncias, organizações não-governamentais e iniciativa privada.
O British Council é uma organização apolítica que trabalha em conjunto com o governo britânico, promovendo oportunidades iguais a todas as pessoas. No Brasil, tem escritórios em Brasília, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Para mais informações, visite o site www.britishcouncil.org.br. .
Hidrogeologia no Uruguai
A cidade de Montevidéu, no Uruguai, será a sede de do curso “Hidrogeogia III” entre os dias 22 e 26 de março. O curso faz parte do “Programa de Formação Iberoamericano em Matéria de Águas”, organizado pela Conferência dos Diretores Gerais Iberoamericanos de Água (Codia) e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid), Ministério dos Assuntos Exteriores e de Cooperação da Espanha. A Agência Nacional de Águas (ANA) e a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (SRHU/MMA) são responsáveis pelas áreas sob coordenação brasileira.
O Programa foi criado para atender à demanda por formação e capacitação em planejamento e gestão de recursos hídricos dos países iberoamericanos e elaborado a partir de uma pesquisa realizada com 16 países e aprovado pela VII Codia, em 2007.
O curso “Hidrologeologia” é o primeiro realizado pelo Programa de Formação Iberoamericana em Matéria de Águas e busca consolidar e ampliar os conhecimentos sobre as águas subterrâneas, considerando os impactos na qualidade e quantidade delas em conseqüências das variações climáticas locais, regionais e mundiais, assim como definir os riscos, a vulnerabilidade e a contaminação das águas subterrâneas.
As palestras serão em espanhol e os participantes são técnicos das diferentes instituições integradas pela Codia, professores de instituições relacionadas ao tema água, professores universitários e titulares de disciplinas relacionadas com o setor de recursos hídricos e água, e também preferencialmente geólogos, hidrólogos, geógrafos e especialistas em águas subterrâneas.
A coordenação do curso é feita pelo especialista e pesquisador cubano Arturo Elpidio González Báez, da Empresa de Pesquisa, Projetos e Engenharia (GEIPI, sigla em espanhol) e do Instituto Nacional de Recursos Hidráulicos (INRH).
Mais informações:
hidrogeologia
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