SC avança na elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico

Oficina de mobilização em Rio Fortuna. Foto Aguaonline.

Os 18 municípios do sul de Santa Catarina que estão elaborando seus Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB) realizam durante esta semana e a próxima as primeiras audiências de apresentação dos diagnósticos, uma das etapas de elaboração dos PMSB.

Os Planos estão sendo feitos através de uma iniciativa da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina e as prefeituras destes municípios, todos com menos de 10 mil habitantes.

Neste grupo estão os municípios de Armazém, Rio Fortuna, São Martinho e Grão-Pará – que já realizaram a primeira audiência – Pedras Grandes, Treze de Maio, Treviso, Timbé do Sul, Morro Grande, Maracajá, Meleiro, Ermo, São João do Sul, Santa Rosa do Sul, Praia Grande, Balneário Gaivota e Balneário Arroio do Silva e Passo de Torres, que terão as audiências públicas nos próximos dias.

Nas oficinas de mobilização desta etapa os participantes das comunidades realizam exercícios práticos para definição de objetivos e metas para o PMSB ajudando a identificar as carências e potencialidades dos municípios.

Os planos municipais de saneamento básico deste grupo de municípios do sul e litoral catarinense estão sendo desenvolvido spela Empresa Concremat Engenharia e Tecnologia S.A.

Vocação para o turismo

Prefeita de São Martinho, Leonete Back Loffi, ao abrir a audiência destacou a importância do saneamento e a necessidade de preservação ambiental.

Cercada por belezas naturais, rica cultura e uma forte herança migratória, além de um litoral privilegiado a região Sul de Santa Catarina tem experimentado um desenvolvimento acelerado do turismo rural e de aventuras. Pequenas cidades, como é o caso de São Martinho, que se especializa em trilhas, cavalgadas e pescarias, já oferecem boas opções de hospedagem, gastronomia diversificada e artesanato de alta qualidade, exportado para vários países. O turismo religioso também atrai visitantes.

Como tem sido destacado nas audiências, tanto os prefeitos como as comunidades reconhecem a importância de bons índices de saneamento para garantir a sustentabilidade do turismo ecológico.

Os dois temas que mais preocupam são a falta sistemas de esgotamento sanitário e de local para a disponibilização de resíduos nas proximidades. A maioria precisa enviar seu lixo para aterros sanitário distantes mais de 50 quilômetros de sua sede. Além do custo alto deste transporte e disposição existe o risco de que haja acidentes com os caminhões e que a carga de resíduos possa contaminar os mananciais da Região.

Aesbe acerta parceria com japoneses

Um convênio de cooperação técnica está sendo discutido entre a Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe) e a Japan Sewage Works Association, do Japão – uma das associações similares à Aesbe, no país asiático.

A cooperação técnica foi um dos temas principais do encontro entre representantes do Ministério do Território, Infraestrutura, Transportes e Turismo do Japão e da Aesbe, ocorrido, em Brasília-DF. O objetivo inicial dos japoneses foi conhecer as condições gerais e institucionais da prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário aqui no Brasil, bem como da possibilidade de fornecimento e troca de tecnologias, principalmente na área de esgotamento sanitário.

Um protocolo de intenções será fentre airmado entre as entidades. A Aesbe se propôs a realizar um levantamento junto às 24 Companhias Estaduais de Saneamento – suas Associadas – para saber quais os principais processos e tecnologias são, atualmente, empregados nos sistemas de esgotamento sanitário e as necessidades existentes, principalmente no que se refere ao reúso dos efluentes líquidos tratados e ao aproveitamento do lodo gerado nas estações de tratamento de esgoto.

Os representantes do governo japonês também se mostraram favoráveis à troca de novas tecnologias, inclusive cogitando a possibilidade de intercâmbio técnico, cujos alvos específicos serão as associadas da Aesbe.

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