
Os brasileiros recomendam enfaticamente aos amigos produtos de empresas com iniciativas sustentáveis. Porém mais de 60% acreditam que as marcas só se envolvem com sustentabilidade para melhorar a imagem. Esses são alguns resultados do estudo “Futuro Sustentável”, conduzido no Brasil pelas agências de publicidade Z+, Media Contacts e Mobext, que entrevistaram 2.532 consumidores brasileiros. As três agências fazem parte do grupo francês Havas, que realizou o levantamento em dez países com base em dados coletados junto a um total de 25 mil pessoas.
Com o estudo, o grupo visa a obter mais informações para que suas agências possam orientar, de forma precisa, os clientes no relacionamento com o consumidor e na construção de marcas sustentáveis. O relatório final traz dados de uma análise de 20 anunciantes representativos. O objetivo é mostrar a percepção do consumidor em relação aos diversos parâmetros que cercam a questão da sustentabilidade, tais como os usos que as empresas fazem do capital natural, humano e social.
Entre outros dados reveladores, o levantamento conduzido pela Z+, Media Contacts e Mobext mostra que, entre os brasileiros, 84% acreditam que têm o poder de fazer com que as organizações se comportem com mais responsabilidade. No mundo, apenas 63% dos 25 mil entrevistados expressaram a mesma crença em seu poder de influenciar nas decisões das grandes companhias.
Segundo André Zimmermann, porta-voz do “Futuro Sustentável” no país, os brasileiros declaram que o tema sustentabilidade tem de estar no dia-a-dia das empresas e ser muito mais do que ações de ‘marketing verde’. “Se as corporações derem a devida atenção ao assunto, certamente encontrarão possibilidades imensas de negócios”, afirma. O executivo ainda destaca que mais uma vez o Brasil aparece muito bem posicionado em uma pesquisa de sustentabilidade.
Na análise das marcas, o estudo contemplou empresas de setores-chave da economia global: automotivo, varejo, petróleo e combustíveis, alimentos, finanças e telecomunicações. No país, os anunciantes avaliados foram Peugeot, Citroën, Toyota, Volkswagen, Casas Bahia, Carrefour, Wal-mart, Pão de Açúcar, Santander, HSBC, Unilever, Danone, Nestlé, Claro, Vivo, Petrobras, Coelce, Ampla, Reckitt Benckiser e Procter&Gamble. A idéia foi constatar a percepção do consumidor em relação às empresas, sob os aspectos: danos ao meio ambiente, práticas sustentáveis e sociais reconhecidas.
No setor alimentício, por exemplo, todos os fatores do mercado foram bem considerados. Os consumidores destacaram que o bom desempenho das empresas é resultado de produtos seguros, responsáveis e saudáveis. Mesmo com produtos considerados caros, os preços não tem impacto na imagem da marca.
Já no setor de telecomunicações a realidade é distinta: os consumidores não sabem como as companhias desse segmento tratam a questão da sustentabilidade. Os brasileiros acreditam que essas empresas afetam o meio ambiente, mas não sabem de que forma, e esperam que elas se pronunciem e informem quais são suas práticas sustentáveis.
Os brasileiros ainda citaram espontaneamente as marcas que, na visão deles, mais possuem ações sustentáveis bem-sucedidas. São: Petrobras, Natura e Banco Real (instituição incorporada pelo grupo Santander). “Isso não chega a ser algo surpreendente, pois essas empresas são cases internacionais no tema”, reconhece Zimmermann. O destaque mundial dessas companhias pode ser explicado nesse dado: 86% dos entrevistados no Brasil estão dispostos a recompensar empresas que possuem ações sustentáveis e 80% a punir as companhias irresponsáveis. “Apenas os chineses são mais críticos e punem mais”, complementa.
A pesquisa foi realizada via internet e contemplou consumidores dos seguintes países: Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, França, Alemanha, México, Brasil, China e Índia.
Alguns outros resultados:
• A mudança climática e o aquecimento global preocupam 49% dos consumidores brasileiros
• No Brasil, 23% dos consumidores acreditam que a responsabilidade em encontrar soluções para o desafio da sustentabilidade é das empresas, não do governo; no mundo é um total de 30%
• 90% dos consumidores brasileiros respeitam empresas sustentáveis; no mundo, a média é 80%
• 48% estão dispostos a pagar 10% mais pelo produto sustentável
• Menos de 30% relacionam sustentabilidade com preços altos, culpa ou sacrifícios.
• 70% associam o tema “Sustentabilidade” aos atributos integridade, saúde, oportunidade e futuro.
Empresas privadas ganham concessão de saneamento em MT e SP
O Grupo Perenge, em conjunto com a Govic Engenharia, assinou no início de outubro o contrato de concessão de água e esgoto em Nova Canaã do Norte, ao norte de Mato Grosso, a 700 Km da capital Cuiabá, com população de 12.500 habitantes.
Com investimento estimado de R$ 10,5 milhões, sendo R$ 1, 5 milhão no sistema de abastecimento e R$ 9.milhões no sistema de esgoto, suas principais metas são a melhoria da qualidade da água, do serviço de atendimento e ampliação da reservação, além de atender 100% da população e realizar a instalação de hidrômetros em pelo menos 98% das unidades.
Já com o esgoto, o objetivo é atender a 70% da população com sistema de coleta, afastamento e tratamento.
SP
O Grupo Águas do Brasil ganhou a licitação para a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município paulista de Araçoiaba da Serra, localizado na região Centro-Leste do estado, anteriormente atendido pela Sabesp.
Com essa nova concessão, o Grupo Águas do Brasil, amplia a sua participação em São Paulo. Esse processo teve início em 2008, após a compra da empresa americana Earth Tech que detinha participações no abastecimento de água e esgotamento sanitário das cidades paulistas de Araçatuba, Ourinhos, Cajamar e Jaú, atualmente atendidas pelo Grupo.
Araçoiaba da Serra tem 25 mil habitantes, uma economia centrada em atividades industriais, comerciais e de serviços e dista 120 quilômetros da capital São Paulo.
O Grupo Águas do Brasil está presente no Rio de Janeiro, onde detém concessões em oito cidades: Niterói, Petrópolis, Campos dos Goytacazes, Resende, Nova Friburgo, Araruama, Saquarema e Silva Jardim.
Fonte: ABCON
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