EUA usam menos água do que consumiam há 35 anos

Abast. público: 11%; irrig.: 31%; energia termoelétrica: 49%; uso doméstico: 1%.

Os EUA estão usando menos água de que consumiam há 35 anos durante o período de pico de 1975 e 1980, de acordo com estimativas para 2005. Apesar de a população ter crescido 30% nos últimos 25 anos, o uso da água permaneceu relativamente estável de acordo com um novo relatório da U.S. Geological Survey.

Anne Castle, assistente de Ministro do Interior, falou no lançamento do relatório sobre a utilização da água nos Estados Unidos em 2005, como parte de seu discurso da palestra de abertura da Atlântica Water, no National Press Club. O relatório mostra que em 2005 os norte-americanos utilizaram 410 bilhões de galões por dia (cada galão corresponde a 3,78 litros), um pouco menos do que o consumido em 2000.

O declínio é atribuído ao aumento da utilização de sistemas de irrigação mais eficientes e tecnologias alternativas em instalações de energia. As captações de água para abastecimento público aumentaram constantemente desde 1950 – quando o USGS começou a série de relatórios de tendência de cinco anos – juntamente com a população que depende dessas fontes. “Este tipo de dado é inestimável para garantir o futuro abastecimento e a busca de novas tecnologias e eficiência para conservar a água disse a subsecretária Castle, de Ciência e de Águas. “

Quase metade (49%) do consumo diário foi para a produção de eletricidade nas centrais de energia termoelétrica. A irrigação contabiliza gasto de 31% e o abastecimento público representa 11% do total. Os restantes 9% da água estão distribuídos entre usos industriais, pecuária, aquicultura, mineração e suprimento para áreas rurais. Castle observou que a produção de eletricidade e irrigação juntas representaram 80% do consumo de água em 2005 o que dá importância às melhorias na eficiência e tecnologia e esperança no futuro.

“O relatório também enfatiza a relevância de reconhecer os limites das fontes de água potável, das quais depende a população. Enquanto as captações para abastecimento público continuaram a aumentar o uso geral, per capita, diminuiu em muitos Estados da Federação, durante as décadas recentes”, disse. “Estes são apenas alguns exemplos que esse relatório nos proporcionou e que podem ser de grande utilidade se quisermos compreender e solucionar problemas de água e nos preparar para responder a perguntas sobre o futuro,” observou Castle. A série de relatórios fornece informações valiosas para Estados e fornecedores de água porque contabiliza a utilização da água por Estado, origem e categoria de uso.

A Califórnia, por exemplo, é um dos quatro Estados — juntamente com Texas, Idaho e Flórida — que representam mais de 1/4 de toda a água doce e salgada captadas nos Estados Unidos em 2005. Mais da metade (53%) das retiradas – 45,700 mgal/d – na Califórnia, foram para a irrigação e 28% para a energia termoelétrica. A maior utilização das águas subterrâneas foi para a irrigação e os Estados com maior consumo são a Califórnia, Texas, Nebraska e Arkansas.

A maioria dos levantamentos e áreas de irrigação está em Estados Ocidentais, mas houve aumentos significativos na irrigação em alguns Estados do Sudeste. As taxas de aplicação de irrigação diminuíram constantemente, de 1950 para 2005. Esta diminuição é atribuída ao aumento da utilização de sistemas de irrigação mais eficientes. A quantidade média de água retirada para produzir um kilowatt-hora de eletricidade nos Estados Unidos tem diminuído continuadamente de 1950 para 2005.

Fonte: Departmento do interior, US.

FINEP destina R$ 30 milhões para pesquisa em saneamento e habitação

A FINEP acaba de destinar R$ 30 milhões para apoio a projetos de pesquisa inovadores em saneamento básico e habitação. Serão R$ 15 milhões para cada área, conforme Chamada Pública disponível no site da empresa na seção Chamadas Abertas. Os recursos serão aplicados na formação de redes de cooperação de pesquisa que vão buscar soluções para a melhoria das condições de vida da população.

Podem se candidatar instituições científicas e tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas sem fins lucrativos, aptas ao desenvolvimento de pesquisa inovadora nas áreas definidas. Essas ICTs, que comporão as Redes Cooperativas de Pesquisa, devem enviar suas propostas por intermédio do formulário de seleção, disponível para download na página da FINEP – www.finep.gov.br até o dia 11 de dezembro de 2009.

FINEP destina R$ 30 milhões para pesquisa em saneamento e habitação II

As áreas contempladas no edital serão divididas em temas prioritários, seis deles ligados a saneamento básico e quatro relativos à habitação, onde atuarão as redes. Na chamada “Área 1” (saneamento básico), os temas são os seguintes:

1) tratamento de águas de abastecimento;

2) tratamento terciário de esgoto sanitário;

3) tratamento de lixiviado;

4) manejo de águas pluviais;

5) consumo de água e energia elétrica nos sistemas urbanos de abastecimento de água e

6) tratamento do lodo de fossas sépticas.

A primeira etapa do edital termina com a divulgação do resultado das instituições selecionadas, que serão conhecidas no dia 24 de março de 2010. Após esta data, terá início a segunda etapa, com o processo de formação das Redes Cooperativas. O resultado final da chamada pública estará disponível a partir do dia 18 de agosto de 2010.

Além do valor do FNDCT, serão disponibilizados recursos não reembolsáveis da Caixa Econômica Federal no valor total de R$ 4,1 milhões, destinados à avaliação e divulgação de resultados dos projetos executados no âmbito das Redes Cooperativas de Pesquisa, nos temas prioritários definidos.

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