OMS divulga Manual para segurança da água

Inundações, enxurradas, presença de metais e substâncias como arsênico e flúor em índices naturalmente elevados e componentes de agrotóxicos são situações que podem levar perigo à água potável e aos sistemas de abastecimento. Isto sem falar em derrames contaminantes nos mananciais, presença elevadas de coliformes ou até mesmo atentados terroristas (por enquanto ainda no domínio da ficção ou da história antiga) através de vírus e bactérias colocadas propositadamente em reservatórios. Especialmente quando o mundo vive a iminência de uma pandemia de gripe que se espalha rapidamente, neste caso, pelo ar. Mas muitas enfermidades, como a dengue, estão diretamente relacionadas com a água.

Há vários anos este tema da segurança dos sistemas de abastecimento vem preocupando autoridades e especialistas que desenvolvem planos e treinam equipes para respostas imediatas e essas ameaças.

Agora a Organização Mundial da Saúde está colocando à disposição um Manual para o Desenvolvimento de Planos de Segurança da Água: Metodologia Pormenorizada de Gestão de Riscos para Provedores de Água de Consumo em sua versão em espanhol. (No arquivo ao lado os associados do Clube de Amigos da Aguaonline tem acesso à íntegra do Manual)

Com 116 páginas o Manual traz tabelas e gráficos além de exemplos de casos práticos em que os planos elaborados foram testados.

Uma das dificuldades relatadas no Manual é a que se refere à valoração dos riscos. É comum que um mesmo risco tenha mais de uma conotação: probabilidade escassa de uma consequência grave e probabilidade alta de uma consequência leve. Por exemplo, o risco de contaminação com água suja pode ser ao mesmo tempo provável mas leve (se recebem queixas esporádicas de que a água está suja, mas sem consequências para a saúde) e excepcional, mas grave (os eventos de grande contaminação com água suja que põem em perigo sua desinfecção são graves mas pouco frequentes).

Portanto, é necessário definir claramente em que consiste cada risco. Outra limitação do sistema de valoração é que nas consequências para a saúde é sutil a diferença entre efeitos agudos a curto prazo e comprovados, como as infecções por microorganismos patogênicos, e os efeitos hipotéticos a longo prazo, como os dos subprodutos da desinfecção. Às vezes, há tendência a exagerar na classificação a importância de alguns riscos para a saúde associados às substâncias químicas cuja importância é relativamente escassa e inclusive questionável em comparação com a dos riscos microbiológicos.

Cálcio e magnésio na água de beber?

Um grupo de especialistas apoiados pela Organização Mundial da Saúde está estudando a hipótese de adição de cálcio e magnésio na água potável. Eles estão se detendo na análise sobre o que se sabe e o que ainda é desconhecido sobre este tema e os possíveis benefícios da adição de cálcio e magnésio na água de beber.

Os sócios do Clube de Amigos da Águaonline podem consultar o estudo preliminar no arquivo abaixo.

Manual

Os associados do Clube de Amigos da Aguaonline podem acessar a íntegra do Manual no arquivo abaixo:

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