
Foto: vazamento consertado. Visão do lado de dentro da tubulação.
A companhia inglesa Yorkshire Water testa atualmente uma nova tecnologia para reparar as fugas de água das canalizações públicas sem esburacar as ruas Trata-se de uma tecnologia que utiliza cubos de borracha flexíveis chamados platelets.
Esta tecnologia está sendo desenvolvida em conjunto com a companhia Brinker que inventou este conceito que é já utilizado nas indústrias do gás e do petróleo para resolver problemas de rompimento de gasodutos e oleodutos.
Os cubinhos de borracha encontram os vazamentos através de um mecanismo que imita o desempenho das plaquetas de sangue que vão em busca de veias rompidas para estancar o sangramento.
Os Platelets® são uma inovadora espécie de selo para vazamentos em fluídos líquidos como adutoras, conexões e outros itens de sistemas de infraestrutura. São pequenas partículas que flutuam a partir do momento em que são injetadas no sistema onde se suspeita que haja vazamentos. Quando as partículas encontram os vazamentos elas se unem e aderem à superfície rompida selando-a.
Outra vantagem deste método é que a injeção das partículas é feita remotamente sem necessidade de abertura de vias para acesso direto ao vazamento. Além disso, a canalização não necessita de nenhum outro reparo posteriormente.
Os materiais com que são confeccionados os Platelets® são selecionados de acordo com as condições internas do sistema, como pressão, temperatura, tipo de fluído, etc. mas geralmente atendem às características exigidas para aplicação em petróleo e gás.
O produto é inteiramente inerte e não produz efeitos colaterais no sistema ou no fluxo do fluído.
Uso no saneamento

Foto: vazamento contido visto do exterior.
No Reino Unido o produto está sendo submetido ao Drinking Water Inspectorate (DWI) para se assegurar de que os materiais usados na fabricação dos Platelets® são permitidos para uso em água potável.
O DWI tem um esquema próprio de análise para qualquer produto que entrar em contato com a água potável para consumo humano. Este esquema inclui um rigoroso programa de teste de material (BS6920) para garantir que não haverá nenhum efeito na saúde e bem-estar do consumidor. O mesmo programa de teste é usado pelo Water Regulations Advisory Scheme (WRAS).
O BS6920 é especificamente usado para qualquer tipo de material usado nas canalizações de distribuição de água. São examinados itens como a ausência de interferência no odor, sabor, turbidez e cor e no crescimento de microorganismos aquáticos além da citotoxicidade e influência sobre metais pesados eventualmente existentes na água.
Antes que possa ser utilizado no saneamento o produto deverá responder adequadamente a todos os requisitos acima descritos.
Mais detalhes: www.brinker-technology.com.
Sabesp faz convênio com empresa da Costa Rica
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) acaba de assinar Convênio de Cooperação Internacional com o Instituto Costarricense de Acueductos y Alcantarillados (AYA), na Costa Rica. A vigência será de cinco anos e dará início a uma cooperação técnica entre as empresas nas áreas comercial, jurídica e administrativa, bem como a um intercâmbio de modelos de gestão.
O acordo é o primeiro da Sabesp no exterior após a entrada em vigor das leis estaduais 12.292/2006 e 1.025/2007, que permitiram à empresa atuar em âmbito nacional e internacional.
O acordo permitirá que a Sabesp possa transferir à AYA tecnologia para implementação de programas de combate a perdas de água, bem como prestar consultoria na construção, operação e financiamento de instalações de produção e distribuição de água potável e de coleta, tratamento e disposição final de esgoto. Apesar de ser um centro de atração turística dos mais importantes da região caribenha, a Costa Rica ainda possui índices baixos na área de tratamento.
O convênio é resultado de uma visita de representantes da AYA à Sabesp em outubro passado, que teve como objetivo conhecer a estrutura da empresa. Os trabalhos serão desenvolvidos por meio do concurso de equipes técnicas de diversas naturezas das duas empresas. Também poderão ser realizados trabalhos em conjunto com outros órgãos ou entidades públicas e privadas ou mediante contratação de empresas especializadas em saneamento básico e ambiental para realização de estudos, pesquisas, desenvolvimentos de tecnologias e capacitação de recursos humanos. A expectativa é a de que, até março, representantes da Sabesp visitem a Costa Rica para iniciarem a identificação de oportunidades conjuntas e a negociação de contratos específicos para a transferência de tecnologia e prestação de consultoria.
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