A Sanepar foi apontada como a maior empresa de prestação de serviços públicos do Sul do país, considerando-se a receita bruta. A classificação foi definida através de pesquisa realizada pela PricewaterhouseCoopers, a partir da análise de balanços das empresas dos três Estados sulinos. A empresa pública de saneamento aparece com uma receita bruta de R$ 1bilhão 312 milhões, à frente da Corsan e Casan, companhias de saneamento do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, respectivamente, e da Rodonorte e Viapar, que aparecem em quarto e quinto lugares no ranking.
Os números foram publicados pela revista “Amanhã”, que traz o ranking das 500 maiores empresas do Sul. A Sanepar também aparece em 9° lugar entre os 50 maiores patrimônios líquidos da região e em 16° entre as 50 maiores receitas brutas. A companhia de saneamento está na 13ª posição entre as cem maiores empresas do Paraná.
“O resultado reflete a eficiência da gestão pública da empresa. Mesmo realizando o maior programa de obras de saneamento da história do Estado, a Sanepar consegue se destacar pela racionalidade de sua administração, graças também ao empenho do seu corpo de empregados”, afirmou o presidente da Sanepar, Stênio Jacob.
Para o diretor financeiro da Sanepar, Hudson Calefe, um programa de racionalização de gastos adotado pela empresa também contribuiu para o bom resultado de 2007, que continua a ser perseguido neste ano.
A publicação, que analisou o desempenho das 500 maiores empresas do Sul, avalia que, dos R$ 420 milhões em investimentos que estão sendo executados este ano pela Sanepar, a maior parte irá para a expansão da rede de esgoto. A meta até 2.010 é oferecer coleta e tratamento em 80% dos municípios com mais de 50 mil habitantes e em 60% daqueles com população inferior a 50 mil pessoas. Atualmente, a cobertura com tratamento de esgoto alcança 90% em Curitiba e 80% em Londrina, segunda maior cidade do Estado.
A publicação destaca que “a inadimplência está longe de tirar o sono dos executivos da Sanepar. Nos quatro primeiros meses, a inadimplência estava em menos de 1% – um índice que contribui para a estatal se manter entre as mais eficientes do país”. Segundo a revista, alto endividamento e falta de capital para investimento são os principais desafios das companhias do setor.
Salmão pescado no Rio Sena

Notícia publicada pelo jornal francês Le Monde informa que um salmão do Atlântico de 7 kg e 97 cm de comprimento foi pescado sexta-feira, 3 de outubro, no Sena, na barragem de Suresnes (Haute-de-Seine), o que é inédito há 70 anos. O anúnciou foi divulgado pela Federação Nacional para a Pesca da França. Segundo ela, os salmões que sobem o rio foram registrados até os anos 1920, mas após tinham desaparecido por causa da poluição da água, mas também pela presença de numerosas barragens que também são obstáculos.
“O salmão é um bioindicador: se está presente, isso quer dizer que se tem uma água que é de relativamente boa qualidade. Isso não quer dizer que é uma água excessivamente limpa, mas é uma água que lhe convém para subir”, explicou Sandrine Armirail, diretora da Casa da Pesca e da Natureza.
Segundo o Serviço Interdepartamental para o Saneamento da Região Parisiense(*), desde agora são 32 espécies de peixes registradas no Sena, contra três em 1970.
(*)Nota do tradutor: * “Syndicat” é o termo usado para repartições prestadoras de serviços públicos, na França. O SIAAP é o organismo público encarregado do serviço de coleta e tratamento de esgotos sanitários da região parisiense.
Tradução: Luis Antonio Timm Grassi.
Água da chuva para usos menos nobres

O e-business Park – centro empresarial de alto padrão localizado na Zona Oeste da cidade de São Paulo -, implantou o sistema de tratamento e uso de água pluvial, projetado e instalado pela AcquaBrasilis. O condomínio tem 80 mil m² de área construída, incluindo um bosque de preservação ambiental, compreendendo uma área total de 160 mil m². A preocupação com a sustentabilidade dos recursos naturais e financeiros levou o e-business Park a implantar a solução desenvolvida pela AcquaBrasilis.
Com a economia proporcionada pela captação de água de chuva através do telhado, em dois anos será possível pagar os custos do projeto. A proposta é ter no condomínio cinco sistemas separados de captação de água de chuva dos telhados, em vários pontos do condomínio segundo o engenheiro Paulo Roberto Belluco, do Departamento de Propriedade do e-business Park.
Na primeira etapa do projeto de uso de águas pluviais foi aproveitada uma antiga construção (balança de caminhões), sem uso, transformando-a em uma cisterna para coleta de águas pluviais, com capacidade de 42 m³. Além da disponibilização de água, o empreendimento teve um outro ganho ambiental e social: sobre a cisterna e o recinto dos equipamentos, foi construído um agradável local para convivência, com bancos e deck de madeira, onde os funcionários das empresas podem se encontrar em momentos de almoço ou lazer.
A vazão gerada pelo sistema de tratamento de água de chuva é de 4,0 m3/h e será utilizada para abastecimento de carro-pipa, do próprio empreendimento, para posterior rega dos jardins do centro empresarial. A captação das águas pluviais é feita a partir de uma área de telhado de aproximadamente 1,5 mil m2, gerando um volume disponível de água tratada de aproximadamente 1,6 mil m3/ano. A economia potencial da estação pode chegar a até R$ 28,8 mil por ano, considerando o custo atual do m³ de água da Sabesp.
O centro empresarial e-business Park também capta água de remediação, com origem no subsolo, que passa por processo de reciclagem.
Nova tecnologia para gerar eletricidade em ETEs
Uma bactéria muito útil para o tratamento de esgotos pode também gerar eletricidade enquanto acelera a decomposição de matéria orgânica. A empresa israelense MFC – Microbial Fuel Cell está desenvolvendo um processo de geração de energia a partir da bactéria Geobachter sulfurreducem, muito usada nos processos de tratamento de esgotos e efluentes.
“Essa possibilidade já é conhecida há mais de 100 anos”, diz o CEO da MFC, Eytan Levy. “Acontece que a energia produzida durante o processo de decomposição é pequena. Mas se combinarmos alguns processos, poderemos obter até 1 kilowatt/hora para cada quilo de dejetos tratado”, conclui Levy, que vem trabalhando em conjunto com cientistas da Pennsylvania State University, dos EUA.
O processo de geração de energia a partir do tratamento de esgotos deverá estar no mercado em 2010.
Começa a PNSB
Começou na primeira semana de outubro um esforço nacional em busca dos dados que vão refletir a situação do aaneamento básico no Brasil. As Companhias Estaduais de Saneamento receberam informações do Ministério das Cidades sobre a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), cuja coleta de dados sobre abastecimento de água, esgoto, lixo e drenagem já teve início em várias partes do País.
A Aesbe reuniu em Brasília representantes das companhias estaduais para esclarecer dúvidas e também somar esforços orientando os recenseadores do IBGE. Representantes da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se reuniram com as companhias estaduais de saneamento para esclarecimentos sobre o preenchimento dos cinco formulários da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB 2008). A pesquisa vai orientar políticas e traçar uma radiografia dos serviços desde os grotões até as regiões metropolitanas mais populosas.
Mesmo já com os funcionários do IBGE em campo, várias dúvidas foram levantadas por representantes das companhias estaduais sobre o preenchimento dos cinco formulários e ainda sobre a metodologia de coleta de dados. Embora em grande parte do Brasil a prestação de serviços de saneamento e abastecimento de água tenha um desenho regional, o IBGE busca as informações em cada distrito conforme metodologia também adotada para outros recenseamentos feitos pela instituição.
A coordenadora da pesquisa, Nely Costa, ouviu as ponderações da Aesbe e disse que algumas dúvidas ainda não esclarecidas serão levadas em conta no momento da análise dos dados, na segunda etapa dos trabalhos. Ela justificou ainda que há um cronograma a ser cumprido e que a primeira fase da pesquisa já começou, ou seja, os recenseadores estão em campo efetuando a coleta de dados desde o início de outubro.
A pesquisa vai reunir dados sobre os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos nos 5.564 municípios do país, entre outubro e fevereiro de 2009. Os resultados devem ser divulgados até setembro do próximo ano.
Nely Costa, técnica do IBGE que coordena a pesquisa e que também esteve à frente dos trabalhos no levantamento realizado em 2000, informou que recenseadores em todo o país estão em treinamento e que a coleta de dados já começou em alguns estados. Os formulários da pesquisa estão disponíveis do site do Ministério das Cidades www.cidades.gov.br.

Leave a Reply