A falta de água que acontece tradicionalmente durante o verão – que nesta temporada teve seus momentos mais drásticos na virada do ano de 2007 para 2008, na Baixada Santista, quando 850 mil pessoas ficaram sem água – poderia ser evitada, caso a Sabesp investisse mais em programas de uso racional da água. ´”É exatamente nesse ponto que reside o grande problema: a Sabesp está preocupada apenas em aumentar a produção, aumentando sua receita, e não em diminuir o consumo”, afirma o consultor Paulo Costa, especializado em projetos de uso racional da água.
No período do Carnaval, o problema deve se repetir, com afluxo de grande contingente de turistas à Baixada. A concessionária local tem um programa de investimentos que prevê a ampliação da capacidade de tratamento e fornecimento de água para atender à demanda, que seria implementado até 2012.
O especialista explica que há alternativas que permitiriam reduzir o consumo de água imediatamente, sem necessidade de novos investimentos. “Programas racionalizadores do uso da água foram empregados com sucesso por cidades como Nova Yotk e Austin, nos EUA, e Cidade do México, por exemplo”, relata Paulo Costa, da H2C Consultoria e Planejamento de Uso Racional da Água.
De acordo com o consultor, a Prefeitura de Nova York executou um programa de incentivo à substituição de equipamentos gastadores de água – bacias sanitárias, especialmente – por outros, racionalizadores. O programa foi implementado, entre 1994 e 1996, com investimento de US$ 240 milhões no incentivo à troca de bacias e válvulas sanitária, permitindo a economia de 288 milhões de litros por dia. Os consumidores passaram a economizar até 35% na sua conta de água mensal. Além disso, os técnicos da prefeitura nova-iorquina constataram também que conservar/economizar 100 milhões de litros de água, por exemplo, sai até 1/4 do custo exigido para captar, tratar e distribuir igual volume de água, ou seja, é muito mais barato racionalizar do que aumentar a produção.
Santos, São Vicente e Cubatão, principalmente, têm edifícios antigos, com sistemas hidrossanitários obsoletos, que consomem muita água. O consultor explica que bacias sanitárias fabricadas antes de 2003 podem consumir de 12 a 30 litros de água por acionamento, enquanto as bacias fabricadas após 2003, devido a uma norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em acordo com os fabricantes de equipamentos hidrossanitários, consomem somente 6 litros por acionamento. “Assim, um programa de incentivo à troca de bacias sanitárias, torneiras e chuveiros gastadores por equipamentos economizadores permitiria economia no consumo de cerca de 50% em média, eliminando a necessidade de investimentos elevados, que geralmente causam danos ao meio ambiente”, avalia Costa.
Esse tipo de ação pública permite obter resultados permanentes, com economia duradoura de água, diminuindo a necessidade de uma concessionária investir em novas e caras redes de captação, estações de tratamento e redes de distribuição de água. Assim, não haveria necessidade de desmatar (para passagem das redes ou implementação de reservatórios) e a tarifa mensal poderia ser diminuída, segundo o especialista. A economia obtida também permitiria às concessionárias investir na melhoria de sua rede de distribuição de água, evitando perdas por vazamentos, e na rede de coleta e estações de tratamento de esgotos.
Bacias gastam quase 1/3 de água em uma casa
A bacia sanitária é o item que mais consome água em uma residência: 29%, contra 28% do chuveiro e 17% da torneira da pia de cozinha. Com o objetivo de contribuir para o uso racional e consciente de água nas residências, a marca Roca oferece em todas as suas caixas acopladas mecanismos de dupla descarga, isto é, um botão que libera três litros de água e o outro que libera seis litros. Este dispositivo possibilita sua utilização de acordo com a necessidade específica de cada uso, proporcionando uma economia de até 60% de água.
Todas as bacias com caixa acoplada da marca têm desenho e fabricação únicos, com instalação e regulagem simplificada e com um funcionamento silencioso, tanto na descarga quanto na alimentação. A marca Roca é pioneira na comercialização de bacias com este diferencial no País.
A Roca Brasil é pioneira na produção de bacias ecológicas das marcas Incepa, Celite e Logasa que funcionam com apenas 6 litros. As unidades de louça sanitária Roca no Brasil são fábricas consideradas ecológicas, pois reutilizam a quase totalidade dos resíduos industriais em seu processo de fabricação.

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