
TAMPA – O gelo utilizado em bebidas nos principais fast-foods não pareceram tão refrescantes depois que uma pesquisa revelou a armadilha que pode estar num copo de refrigerante.
A estudante Jasmine Roberts, de 12 anos, examinou a quantidade de bactérias no gelo servido em restaurantes fast food da cidade de Tampa (EUA). Seu projeto foi o vencedor na Feira de Ciências da Escola New Tampa e ela espera ganhar o prêmio máximo do Hillsborough County Regional Science and Engineering Fair.
A estudante comparou o gelo usado nas bebidas com a água do banheiro dos mesmo restaurantes e encontrou resultados surpreendentes. “Eu pensava que poderia encontrar algumas bactérias no gelo mas não esperava um número tão grande” disse Jasmine. “Eu não imaginava que a água do banheiro fosse tão limpa”, complementou. Ela descobriu o índice 70% maior de bactérias no gelo do que na água do toilete.
Geoff Luebkemann, diretor da Divisão para Hotéis e Restaurantes do Departamento de Regulação dos Negócios, disse que as pessoas não precisam rejeitar o uso desse gelo ainda. “Máquinas de gelo são parte das inspeções de saúde” disse Luebkemann. “Há uma série de fatores que devem ser considerados, como qual o grau de confiabilidade das amostras testadas. E ainda: comparar o gelo com a água do banheiro pode mistificar o resultado porque há um aceitável índice de bactérias na água”.
Jasmine disse que sempre se interessou pela questão da qualidade da água e sua relação com a saúde. Ela decidiu centrar a atenção nos restaurantes este ano. A estudante visitou cinco restaurantes fast food perto da University of South Florida. Ela coletou amostras de gelo das máquinas existentes nos restaurantes, bem como o gelo das bebidas servidas nas janelas dos drives-thru. Ela também coletou a água dos banheiros dos mesmos restaurantes.
Ela colocou as amostras em recipientes esterilizados e realizou os testes no laboratório do H. Lee Moffitt Cancer Center, onde atua como voluntária. Segundo Jasmine em quatro dos cinco restaurantes o gelo que veio das máquinas self-service continham mais bactérias do que a água do banheiro. Três das quatro amostras do gelo do drive-thru tinham mais bactérias do que a água do toilete. Entre as bactérias encontradas os testes de três das cinco amostras revelaram-se positivos para o E. coli, indicador da presença de fezes de animais de sangue quente. Os sintomas relacionados com a presença do coliforme inclui cólicas e diarréias.
Jasmine mostra algumas hipóteses para a contaminação. “As máquinas podem não ter sido limpas adequadament ou alguns manipularam a máquina sem lavar as mãos,” ela disse. Galina Tuninskaya, vice-presidente do Applied Consumer Services, um laboratório privado que testa água potável, disse que o padrão para a água potável é usualmente 100 bactérias por millilitros. O valor mais alto encontrado por Jasmine foi 54 unidades no gelo das máquinas self-service.
Tuninskaya disse que o nível aceitável varia para cada tipo de bactéria.
“Nenhum índice de coliforme fecal ou E. coli é aceitável,” ela disse. “Se são encontrados temos um problema.”
Jasmine não revelou os locais onde realizou os teste por razões legais, mas ela apresentou seus resultados para os restaurantes e para várias agências governamentais. “Eu penso que é importante porque esta bactéria pode afetar seriamente pessoas com baixa imunidade” ela disse.
Revelou que os gerentes ou donos dos restaurantes com os quais falou se mostraram surpresos com os resultados porque eles limpam as máquinas regularmente. Muitos dos gerentes planejam usar os dados para mudar os procedimentos e um inclusive sugeriu que ele retornasse para analisar a temperatura dos alimentos.
No que diz respeito a Jasmine, ela definitivamente mudou seus hábitos . “Sem volta,” ela disse. “Depois disso, eu definitivamente não quero saber de gelo.”
Seguro ambiental
O seguro ambiental poderá somar pontos na avaliação das candidatas a participar do seleto grupo de empresas que compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), criado para ser uma referência para o investimento socialmente responsável e um indutor de boas práticas no meio empresarial, segundo matéria publicada na Gazeta Mercantil
“O seguro ambiental está na pauta da revisão do ISE, mas os trabalhos nem começaram para sabermos se será ou não incluído”, disse Rubens Mazon, coordenador do Centro de Estudo da Fundação Getúlio Vargas, responsável pela criação dos critérios de avaliação do índice.
Entre os argumentos, os executivos dizem que o seguro ambiental faz parte das inúmeras exigências feitas pelo Princípios do Equador – um acordo firmado entre bancos em junho de 2003, que impõe o atendimento de critérios mínimos ambientais e de responsabilidade social na concessão de financiamento para projetos acima de US$ 50 milhões.
Feira da ABES
A VII Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental – Fitabes 2007 será realizada de 03 a 07 de setembro de 2007, simultaneamente ao 24º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, na Expo Minas, em Belo Horizonte, MG.
A FITABES é uma das principais feiras de tecnologias de saneamento ambiental de toda a América Latina propiciando contato com novas tecnologias, produtos, serviços e equipamentos destinados ao setor, principalmente no que diz respeito à produção e distribuição de água potável e coleta e tratamento de esgotos.
O evento reúne expositores de segmentos e produtos do setor: água: para tratamento, distribuição, armazenamento, controle de qualidade para consumo; saneamento: coleta de esgotos, transporte, tratamento de esgoto doméstico e industrial, condicionamento de lodos, reutilização da água; recursos hídricos: planejamento e aproveitamento, manejo e gestão de bacias hidrográficas, águas subterrâneas; resíduos sólidos: coleta e transporte de lixo, tratamento e disposição final, resíduos industriais e urbanos, manejo de resíduos perigosos; controle e proteção ambiental: contaminação do ar, poluição industrial, geopolítica.

Leave a Reply