
A boa produção científica dos pesquisadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sobre recursos hídricos, traduzida em mais de 1110 trabalhos apresentados no I Aguasul – que contou com alguns em parceria com pesquisadores da Argentina e Uruguai – deram alicerce à realização desse evento, segundo a coordenadora, professora Jussara Cruz.
O simpósio, cujo temário central foi Uso Sustentável dos Recursos Hídricos, Tecnologia, Gestão e Educação enfatiza a nova orientação da ABRH de que a gestão dos recursos hídricos deve valorizar a área social e buscar o apoio da comunidade. Por isso esse enfoque esteve presente em mesas-redondas e trabalhos técnicos apresentados.
Os debates e reuniões paralelos ao evento serviram para troca de informações e programações das três redes de pesquisadores que estão direcionando seu foco para os instrumentos de gestão: cobrança pelo uso da água, enquadramento e outorga.
O professor Hugo Vela, que coordena pesquisadores da Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM), destacou que duas em cada três pessoas no mundo estão sofrendo com a falta de água e que os simpósios além de buscar soluções são importantes para conscientização da sociedade. A Associação congrega pesquisadores de 18 instituições de ensino do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, num total de mais de 500 mil alunos, com o objetivo de promover a integração regional principalmente em pesquisas cient[ificas e teconológicas e na formação continuada.
Livro
No evento foi lançado o livro Seleção Ambiental de Barragens – análise de favorabilidades ambientais em escala de bacia hidrográfica. A obra, organizada pelos professores do Departamento de Hidráulica e Saneamento da UFSM, Geraldo Lopes da Silveira e Jussara Cabral Cruz, é fruto da experiência de uma equipe multidisciplinar, em que mais de 50 profissionais de várias áreas atuaram produzindo um estudo de viabilidade da construção de barragens como estratégia para combater as secas na parte norte do Rio Grande do Sul.
Integração do Cone Sul

Conforme o professor Geraldo Lopez da Silveira, coordenador do comitê técnico-científico do I Aguasul e do I Simpósio da Águas da AUGM, e que representa a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Comitê Águas da AUGM essa integração é muito importante porque uma parte dos recursos hídricos do Cone Sul é compartilhada com os países vizinhos.
Ele lembra especificamente as bacias do Rio Uruguai, Rio da Prata, Rio Quaraí e inclusive a Lagoa Mirim. “Esta troca de informações e até a realização de pesquisas conjuntas é fundamental para que a gestão possa ser mais eficiente”, diz o professor santa-mariense lembrando que O Rio Ibicui, que percorre uma parte do Rio Grande do Sul é alimentador de um trecho do Rio Uruguai onde se localiza a Usina de Salto Grande, que produz energia para Argentina e Uruguai.
Neste evento já foram mostrados alguns trabalhos conjuntos entre pesquisadores brasileiros e dos países do Prata, como o que teve o título de “Estimativa da Perda ou Ganho Lateral dos Rios no Pantanal” ou outros em que foram levantados textos básicos da legislação e gestão de águas subterrâneas em alguns países.
Livro – No evento foi lançado o livro Seleção Ambiental de Barragens – análise de favorabilidades ambientais em escala de bacia hidrográfica. A obra organizada pelos professores do Departamento de Hidráulica e Saneamento da UFSM, Geraldo Lopes da Silveira e Jussara Cabral Cruz, é fruto da experiência de uma equipe multidisciplinar, em que mais de 50 profissionais de várias áreas atuaram produzindo um estudo de viabilidade da construção de barragens como estratégia para combater as secas na parte norte do Rio Grande do Sul. Mais informações sobre o título pelo e-mail da Editora da UFSM: editora@ctlab.ufsm.br.
R$ 42 milhões para pesquisas
Durante três dias – de 20 a 23 de março – o Itaimbé Palace Hotel, em Santa Maria (RS) sediou o 1º Simpósio de Recursos Hídricos do Sul
– 1º Aguasul, promoção da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH) e 1º Simpósio das Águas da Associação de Universidades do Grupo Montevideo (AUGM),
Na solenidade de abertura, à qual compareceram o prefeito de Santa Maria, Valdeci de Oliveira; o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Oscar Cordeiro Netto; o Secretário de Estado do Meio Ambiente, Mauro Sparta; o presidente da ABRH, José Nilson Campos; o reitor da UFSM Paulo Sarkis e o professor Hugo Vela, Coordenador Geral da Associação das Universidades do Grupo Montevideo na UFSM, o presidente do Comitê Setorial de Recursos Hídricos (CT-Hidro), José Almir Cirilo, anunciou que em 2005 serão investidos R$ 42 milhões nas pesquisas na área de recursos hídricos.
A professora Jussara Cabral Cruz, coordenadora do evento e professora do Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil da UFSM, salientou a importância da participação de todos os segmentos da sociedade nesta discussão. O secretário de Estado do Meio Ambiente, Mauro Sparta, afirmou que a água será a moeda do século XXI, assim como foi petróleo no século passado. Ele salientou a necessidade de enfrentar os problemas da estiagem no futuro não apenas com medidas, mas com planejamento, pesquisa, criatividade e trabalho na implementação de soluções.
Fonte: Assessoria de Comunicação da UFSM

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