Importante impulso ao turismo sustentável

Quito, Equador, janeiro 27/2005, (Prensa Verde) – Cesar Mosquera

O Ministério de Turismo do Equador informou que acadêmicos e estudantes de Escolas de Hotelaria, Gastronomia e Turismo de 17 países do continente, reunidos no XV Congresso Pan-americano, decidiram respaldar o desenvolvimento do Turismo Sustentável, mediante uma Declaração que relaciona ações que deverão ser aplicadas em cada um dos países.

Mais de 450 participantes no evento analisaram e discutiram os diferentes temas de sustentabilidade, conheceram diferentes experiências exitosas desenvolvidas nesta área, e difundiram a “Declaração Pan-americana sobre Turismo Sustentável”.

Nela se ressalta que “é indispensável que o desenvolvimento da indústria do turismo se baseie na aplicação de quatro pilares fundamentais: o econômico, o cultural, o social e o ambiental, e serem complementados com o desenvolvimento de estatutos legais”.

Sugerem, além disso, que os países e regiões do continente americano devem estabelecer mecanismos eficientes de controle de qualidade, para garantir as condições permanentes de um turismo sustentável.

Outro acordo importante foi a decisão de fortalecer o conceito de sustentabilidade turística como um eixo transversal de formação acadêmica em todos os conteúdos dos currículos acadêmicos, como forma de reiterar que “o turismo é elemento fundamental do desenvolvimento sustentável e fator determinante da convivência, a fraternidade e a paz entre os povos”.

A declaração fui aprovada por estudantes e catedráticos da Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, Estados Unidos, Espanha, Guatemala, México, Nicarágua, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela.

Exxon e mudanças climáticas

Uma matéria publicada no último dia 28/01 no jornal La Nacion, do Chile, informa que segundo o jornal britânico The Guardian a empresa petrolífera Exxon Mobil teria financiado a um prestigiado grupo de cientistas para que elabore informes nos quais se minimiza a importância das mudanças climáticas.

Segundo o jornal británico, isto aconteceu depois do anúncio do governo inglês de que o aquecimento global será seu principal objetivo durante sua presidência do G8 (reunião dos oito países mais industrializados), por considerá-lo uma ameaça maior do que o terrorismo.

A denúnncia se refere à organização científica britânica Scientific Alliance, vinculada à Exxon Mobil através de uma colaboração com o Instituto George C. Marshall, de Washington.

Scientific Alliance e o Instituto George C. Marshall, de Washington publicaram no mês passado um informe em que minimizaram a importância às mudanças climáticas.

Segundo o The Guardian, os cientistas consultados negaram tal relação assim como a Exxon Mobil .

Prêmio

A unidade da Nutron Alimentos de Toledo, Paraná, recebeu em janeiro um reconhecimento de qualidade e comprometimento: o Destaque de Preservação Ambiental, promovido anualmente pelo jornal A Voz do Meio Ambiente com o Estado do Paraná.

O resultado foi obtido por meio de pesquisa realizada na área de preservação ambiental, que analisa desde as filosofias das empresas até o registro de infrações.

Foram analisadas mais de 500 indústrias do Paraná e certificadas as que desenvolvem um trabalho de destaque na área, cumprindo com normas e leis exigidas pelo Estado.

Exxon II

Vale lembrar que há poucas semanas cientistas divulgaram estudos revelando que as emissões de dióxido de carbono poderiam ter um efeito mais dramático no clima do que se pensava e que em cerca de 10 anos a situação poderia se tornar irreversível.

Na visão deles a temperatura média poderia subir 11º C, mesmo que o dióxido de carbono atmosférico fosse limitado aos níveis esperados em 2050.

É importante destacar que a redução de emissões -proposta no Protocolo de Quioto – golpearia fortemente as empresas de petróleo, já que a maioria dos gases que produzem o efeito-estufa provêm da queima de combustíveis fósseis.

De fato Tony Blair insistiu com Jorge Bush a firmar o acordo das mudanças de clima. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, disse que mesmo que as mudanças do clima “não tenham sido admitidas universalmente”, a evidência de seu perigo havia sido “clara e persuasivamente recomendada” por “vozes independentes” em várias ocasiões.

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