Entidades fazem denúncias contra multinacionais de bebidas

Nem mesmo o calor de mais de 30 graus afastou os participantes que lotaram a sala E 105 do FSM onde o inglês foi a língua dominante e a platéia formada predominantemente de europeus, entre eles jornalistas ingleses franceses suíços. O tema, com o título sugestivo de: Por Dentro da Garrafa, analisou inúmeras denúncias contra as quatro principais corporações que dominam a indústria de refrigerantes e água engarrafada.

Entre os dados apresentados está o de que a indústria de água engarrafada está explodindo nos Estados Unidos. Esse mercado é o setor que mais cresce na indústria de bebidas. Na década passada o consumo nos Estados Unidos praticamente dobrou; no Canadá a água engarrafada passou o consumo de café, chá ,suco de maçã ou leite.

Um dos participantes do painel: Amit Srivastava, do India Resource- falou sobre como a Coca-cola está se comportando na India e seu “movimento de resistência”. Ele disse que foram detectados resíduos de bromato e pesticidas nos refrigerantes e na água engarrafada pela Coca-Cola em seu país e narrou as atividades de resistência dos ambientalistas que em sua ótica impuseram uma derrota comercial sem precedentes à empresa.

Franklin Frederick, da Academia Internacional de Águas, falou sobre a luta de entidades de Minas Gerais contra a Nestlé e o processo ilegal de desmineralização das águas de São Lourenço para a produção da Pure Life.

Frederick foi enfático ao ressaltar que a presença da água doce no planeta Terra deve ser reverenciada. “São necessárias condições especialíssimas para a presença da água doce em estado líquido em um planeta e temos sempre que nos lembrar disso. Talvez em todo o universo não exista outro corpo celeste nessas condições o que nos faz mais responsáveis pela preservação”, afirmou.

Novo livro

Outro que apelou para o emocional foi Tony Clarke, do Instituto Polaris , ao falar sobre O jogo da indústria, sua estratégia, e como as comunidades podem reagir. Clarke disse que entre a preservação do planeta ou de uma atividade econômica devastadora a opção tem que ser clara: “temos que optar pela preservação do planeta. Ele é único, não pode ser substituído, assim como a água. Ele não pode ser fabricada”.

O instituto Polaris lançou seu mais recente livro escrito por Tony Carke –(co-autor do “O Ouro Azul) : A batalha contra a posse da água pelas corporações no mundo.

Cartilha para catadores

A Caixa Econômica Federal e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) lançaram, em Porto Alegre, a publicação “O poder público municipal e as organizações de catadores: formas de diálogo e articulação”.

A divulgação do material também tem apoio da Federação Mundial de Cidades Unidas e do Fórum Nacional Lixo e Cidadania. O evento foi realizado no estande da Caixa, instalado em frente à área de credenciamento.

A cartilha está dividida em três partes seqüenciais. A primeira tem como foco o histórico da formação do movimento de catadores no cenário brasileiro. A segunda parte relata de forma analítica experiências de coleta seletiva de seis municípios brasileiros – Belém do Pará, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo – e a participação do catador nesse processo. O último capítulo, tendo como respaldo as experiências do capítulo anterior, busca apontar alguns aspectos fundamentais que devem ser considerados nas discussões e na construção de políticas públicas municipais em gestão de resíduos sólidos com inclusão social.

A Caixa vem apoiando as iniciativas relacionadas à construção da política nacional de resíduos sólidos e inclusão social dos catadores desde 1998, ocasião em que foi constituído o Fórum Nacional Lixo e Cidadania, no qual atua como integrante da coordenação nacional.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Caixa

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