Ecomídias: a luta pela sobrevivência

A credibilidade, respeitabilidade e importância das mídias ambientais que conquistaram adeptos em todas as camadas da população, das crianças à terceira idade, dos especialistas às donas-de-casa não parece sensibilizar as grandes empresas e as agências de publicidade. Este foi o tom dos debates da oficina sobre Sobrevivência das Ecomídias, realizado no FSM sob a coordenação do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul e Ecoagência.

De um modo geral os editores e jornalistas que atuam nos diversos tipos de ecomídias reconhecem que é preciso sensibilizar empresários e publicitários de que este tipo de mídia atinge um segmento muito importante que exigem uma cobertura cada vez mais ampla e aprofundada dos temas ambientais que hoje estão presentes em todas as atividades.

Participaram como expositores o jornalista Adalberto Marcondes, editor da Agência Envolverde, e João Batista Santafé Aguiar, da Ecoagência, que nasceu dentro do próprio Fórum Social Mundial, em sua III edição. Também foi analisada a cobertura da grande mídia sobre temas ambientais ficando evidente a necessidade de uma melhoria na qualidade do tratamento dado aos assuntos ambientais. Sobretudo entre os jornalistas que atuam em assessorias de imprensa de ONGs ambientalistas há a constatação de que é preciso buscar alternativa para melhorar a cobertura ambiental.

(1) Para conhecer a íntegra da pesquisa acesse o arquivo abaixo.

Segmento que cresce

Embora ainda persistam as dificuldades no que se refere à captação de publicidade é evidente o crescimento das ecomídias e a importância que vêm ganhando junto a um público cada vez mais exigente quanto ao tipo de informação que quer e precisa consumir.

Os resultados de algumas pesquisas de opinião e enquetes mostram que os produtos considerados ambientalmente corretos podem seduzir rapidamente o consumidor brasileiro.

A disposição em verificar os rótulos dos produtos, rejeitar mercadorias que agridem o meio ambiente, evitar transgênicos, optar por produtos orgânicos, selos verdes e lâmpadas mais eficientes seduz mais de 30% da população, conforme apareceu claramente na pesquisa “O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável”, realizada pelo Ibope para o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Instituto de Estudos da Religião (ISER), e divulgada em fevereiro de 2002 (1).

Uma enquete virtual, feita pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), entre outubro e dezembro de 2001, sobre consumo de produtos certificados pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC) recebeu 1.601 respostas dos internautas, entre os quais 1.407 disseram ser consumidores potenciais de produtos florestais certificados, porque eles “protegem a natureza”. Outros 128 internautas impuseram uma condição econômica, dizendo que comprariam tais produtos “apenas se fossem mais baratos” Fonte: www.jardimdeflores.com.br.

Leave a Reply

Your email address will not be published.