Suez Lyonnaise des Eaux pode ter concessão rescindida na Bolívia

O presidente da Bolívia, Carlos Mesa, assinou em 07/01 decreto para estabelecimento de um processo contra a empresa Águas de Illimani, subsidiária da multinacional Suez Lyonnaise des Eaux visando à revisão e possível rompimento do contrato de concessão dos serviços de água e esgoto da cidade de El Alto. O governo vem enfrentando uma série de greves que objetivam o alijamento da empresa francesa e a retomada dos serviços também da capital, La Paz.

Essa primeira vitória animou os manifestantes que agora concentram seus esforços para que a empresa seja alijada também da administração dos serviços da capital boliviana. As principais reclamações se referem ao não cumprimento das regras estabelecidas no contrato de concessão e à dolarização das tarifas.

Os protestos contra a empresa inserem-se em movimentos mais amplos contra aumentos nos combustíveis e transporte e uma instabilidade institucional geral. O decreto parece ter sido uma tentativa do presidente Mesa de contornar a crise que ameaça sua própria permanência no poder.

Fonte: www.bolivia.indymedia.org

Frente contra a transposição

Foto: Embrapa

Nesta quinta-feira, 06 de janeiro, estiveram reunidos em Salvador ((BA), representantes de entidades da sociedade civil, do ministério público estadual, dos governos municipais e estaduais e parlamentares, para criarem a Frente Nacional de Defesa do Rio São Francisco e Contra a Transposição.

De acordo com o comunicado lançado para a imprensa, “a Frente foi concebida como uma articulação voluntária da mais ampla natureza e caráter”. Uma de suas funções principais é mostrar ao povo brasileiro que o Projeto da Transposição das águas do Rio São Francisco está longe de cumprir os objetivos humanitários divulgados pelo Governo Federal; ao contrário, atende a compromissos eleitoreiros e interesses econômicos menores.

Outra meta da Frente é lutar por um Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Semi-árido Brasileiro, o qual contemple alternativas mais baratas, mais sustentáveis e de retorno mais rápido para resolver, de fato, os problemas da escassez hídrica e da convivência com o semi-árido.

Entidades e razões

Entre as entidades e instituições que compõem a Frente estão: os Fóruns Permanentes de Defesa do São Francisco da Bahia e de Sergipe; o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura da Bahia (CREA-BA); a Ordem dos Advogados do Brasil – seccionais da Bahia e Sergipe (OAB); Associação dos Engenheiros Agrônomos da Bahia (AEBA); o Movimento Paulo Jackson de Ética, Cidadania e Justiça; Assembléias Legislativas da Bahia e de Alagoas; União dos Municípios da Bahia (UPB); Ministérios Públicos de Sergipe e Bahia; Cáritas – Regional Nordeste 3; Sindicato dos Jornalistas do Estado da Bahia; Articulação do Semi-Árido; Instituto de Ação Ambiental da Bahia (IAMBA); Ação Social Arquidiocesana; Projeto Parque Holístico; Comissão Pastoral Da Terra (CPT); Federação de Trabalhadores na Agricultura da Bahia; Associação dos Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR); Instituto Manoel Novaes (IMAN); Secretarias de Recursos Hídricos e de Meio Ambiente da Bahia; Movida – Alagoas e UAU`s.

Razões do protesto

Segundo as entidades “a megalomaníaca transposição do São Francisco, com seus 2.200 quilômetros de canais – o que dá um pouco mais que a distância de Aracaju a São Paulo – e oito grandes barragens, tem todo o enredo para se transformar na “Transamazônica Hídrica”. O impacto nocivo ao meio ambiente, ao invés de transformar o sertão em mar, como propaga o Governo Federal, poderá nos deixar um grande deserto, com milhares de quilômetros de canais de cimento espalhados pela caatinga e a população necessitada sem uma gota sequer de água. E uma gigantesca conta para ser paga por muitas gerações”.

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