
Os riscos geoambientais relacionados à combinação entre a água ( chuvas e inundações) são o foco da primeira edição do Simpósio Brasileiro de Desastres Naturais (Sibraden) ocorre entre os dias 27 a 30 de setembro, em Florianópolis (SC). Na palestra de abertura do evento, promovido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), será discutido o tema “A contribuição da Geomorfologia para a prevenção de desastres naturais”.
Eixos temáticos
São os seguintes os eixos temáticos do Simpósio:
Hidrologia de encostas e deslizamentos
Movimentos de massa em encostas ocorrem devido à força gravitacional, porém alguns fatores também contribuem para desequilibrar o jogo de forças que mantém a estabilidade dos materiais nas encostas, tais como a dinâmica da água, os terremotos, e ações antrópicas. No Brasil, as chuvas intensas são os principais desencadeadores de muitos episódios de deslizamentos e corridas de terra em diferentes regiões do país. Nesse eixo temático, será discutida a relação entre a hidrologia da encosta e diferentes tipos de movimentos de massa, enfatizando os aspectos físicos dos mecanismos de ruptura com influência da água e o comportamento mecânico dos materiais.
Cartografia de riscos geoambientais
Nos últimos anos, com o avanço da informática, aumentou consideravelmente o número de métodos empregados para a cartografia de riscos geoambentais. O objetivo desse eixo é discutir tais métodos e sua relação com as diversas escalas de trabalho. Além disso, será debatido o uso de técnicas de Sensoriamento Remoto e de Sistemas de Informação Geográfica para a delimitação, o monitoramento e a previsão de áreas de risco a enchentes e deslizamentos.
Sistemas para prevenção e/ou contenção de encostas e enchentes
Neste eixo serão discutidas medidas estruturais e não estruturais para a prevenção e a contenção de encostas e enchentes. Entende-se como medidas estruturais as obras de engenharia que atuam diretamente sobre a bacia (extensivas) ou atuam sobre o rio (intensivas). Medidas não-estruturais são feitas basicamente:
(1) através da regulamentação do uso da terra (zoneamento de áreas de riscos) no início de ocupação do solo, e
(2) através de sistemas de previsão e alerta nas áreas com histórico em desastres naturais já ocupadas. Auxiliando ambas as medidas, incluem-se o monitoramento de fenômenos e variáveis hidrossedimentológicas e a utilização de modelos numéricos que simulam situações críticas.
Mais informações: www.sibraden.com.br
Eixos temáticos II
Monitoramento climático e previsão meteorológica
Os desastres naturais no território brasileiro são freqüentemente desencadeados pelos sistemas atmosféricos. Neste contexto enquadram-se fenômenos tais como enchentes, deslizamentos, granizos, vendavais e tornados. Os mais catastróficos ocorrem em áreas densamente ocupadas e impermeabilizadas, às margens de rios e vertentes, causando prejuízos sócio-econômicos às comunidades atingidas. Entender os mecanismos atmosféricos, em escala regional e global, que desencadeiam estes fenômenos extremos é de grande importância para a realização de medidas preventivas adequadas que minimizem os prejuízos causados.Neste eixo temático o objetivo e discutir os fatores que desencadeiam fenômenos atmosféricos extremos e também os sistemas de monitoramento (técnicas e procedimentos), previsão de tempo e alertas meteorológicos.
Políticas e atuações dos órgãos públicos ligados às áreas de riscos
O processo de urbanização no Brasil tem gerado assentamentos habitacionais em áreas susceptíveis a riscos naturais, tanto nas planícies aluviais como em encostas declivosas, sujeitas às enchentes e deslizamentos, respectivamente. Estes fatos requerem ações de políticas públicas efetivas, com o intuito de evitar perdas humanas e econômicas. Assim, pretende-se discutir neste eixo a atuação dos órgãos públicos no tocante ao processo de ocupação em áreas de riscos naturais, com os dirigentes e técnicos municipais e os membros das comunidades afetadas por desastres naturais.
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