
Thiago Romero – Agência FAPESP
Um sensor biológico capaz de detectar microrganismos em tempo real por meio de fibra óptica rendeu para a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a primeira patente obtida nos Estados Unidos. O aparelho é 14 vezes mais rápido do que os métodos tradicionais. A tecnologia permite identificar em até cinco horas o tipo de bactéria presente no ar e pode auxiliar a detectar microrganismos nos alimentos, na água e no solo”, disse o pesquisador Aldo Pacheco Ferreira, do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Ensp, à Agência FAPESP.
Ferreira desenvolveu a tecnologia durante o doutorado em Engenharia Biomédica no Programa de Pós-graduação em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com Marcelo Werneck e Ricardo Ribeiro. O processo se caracteriza pela aspiração de ar, que é inserido em um recipiente com meios de cultura – mistura de sangue, vitaminas, sais, extratos de algas e água, entre outros elementos, propícios à proliferação de agentes patogênicos.
As bactérias se alojam na fibra óptica e começam a se reproduzir. O aparelho tem um sensor biológico com um feixe de laser que, ao ser colocado dentro do recipiente, faz com que as bactérias entrem em contato com a fibra ótica, absorvendo parte da luz emitida pelo laser. A quantidade de microrganismos é medida pela intensidade do fluxo luminoso. “O aparelho é uma espécie de armadilha que consegue identificar as bactérias presentes em diferentes tipos de ambientes”, disse Ferreira.
Segundo o pesquisador, um dos principais objetivos da tecnologia é auxiliar no combate às infecções hospitalares. “A idéia é que o equipamento seja instalado em salas de cirurgia para que a qualidade do ar seja constantemente monitorada”, explica. “Estamos também desenvolvendo estudos para aplicar o sensor em projetos de monitoramento da água, pois temos no Brasil um índice de contaminação altíssimo nesse meio que pode ser considerado o petróleo do século 21”, disse Ferreira.
Anfíbios da mata Atlântica
Divulgar as espécies de anfíbios anuros (rãs, pererecas e sapos), despertando o interesse da população pela conservação do patrimônio natural é a proposta do Instituto Rã-bugio, que realiza até o próximo dia 18 a exposição “Anfíbios da Mata Atlântica”, no Centro Universitário de Jaraguá do Sul (UNERJ).
O acervo é formado por 15 banners com fotos de 70 espécies de anfíbios da região Norte de Santa Catarina. Segundo o coordenador de projetos do Instituto, Germano Woehl Jr., o objetivo da exposição é levar conhecimento aos estudantes sobre o patrimônio natural e, conseqüentemente, estimular o interesse da comunidade acadêmica e da população de modo geral pela conservação da natureza, já que o avanço da destruição das florestas, a poluição das águas e a drenagem dos banhados ameaçam a sobrevivência destas espécies. “Essa destruição traz conseqüências graves, pois os anfíbios são grandes devoradores de insetos, que provocam doenças e são causadores de danos à agricultura”, explica Germano Woehl Jr.

Leave a Reply