Prof. Luiz A. Rolim de Moura, M. Eng. –
www.rolim.net – www.gestaoambiental.com.br
Após alguns anos mantendo o web site gestaoambiental.com.br,
observamos que uma dúvida recorrente, se concentra na definição
do espaço e onde encontram-se as oportunidades para os formados em
cursos da área.
Quotidianamente recebemos e respondemos e.mails sobre o tema, o que
nos motivou a escrever este artigo, como uma contribuição aos que
iniciam no segmento.
Existem diversas oportunidades de mercado para os formados e
formandos na área de gestão ambiental.
Como este é um ramo transversal, ele aceita que profissionais
formados em outras áreas (como é o nosso caso) façam especializações
e estudos de forma a poder aplicar e se enquadrar nas necessidades e
demandas de cada setor.
Nossa experiência, calcada na aplicação da gestão ambiental
voltada a área de serviços (em especial turismo), na gestão de
entidades do trade turístico e na docência a nível de graduação e
pós graduação, e tem mostrado as seguintes grandes áreas de atuação
possíveis:
a)Órgãos públicos da área de meio ambiente, agências
reguladoras e afins (Secretarias municipais, estaduais e federias),
órgãos da administração direta (IBAMA, etc.)
A questão em relação a estes órgãos, é que a entrada
demanda e depende concursos públicos e oferta de vagas, mas há uma
tendência de abertura de muito espaço, pois há uma enorme escassez
de profissionais, principalmente no IBAMA. Nestes casos a formação
superior na área é um grande plus, senão um
pré requisito indispensável.
b)Órgãos certificadores
No Brasil não são muitos, até porque a exigência e
nível de especialização é alto. Para ter acesso é importante a
experiência na área pretendida e esta ligada intimamente as Normas
certificadoras brasileiras e internacionais. Para estas vagas, é
imprescindível, além da formação e especialização , cursos na área de
auditoria (veja www.atsg.com.br). Uma boa forma de contato, é fazer
consulta sobre programas de trainee.
c) Empresas prestadoras de serviços de preparação e
adequação para certificação em normas e selos (rotulagem)
ambiental
br>
Nestes casos, exigisse a formação, é bem vinda a
especialização e conhecimentos sólidos de processos de
planejamento e auditoria ambiental, além da óbvia familiarização com
as normas pertinentes (NBR ISO 14.000, por exemplo)além da
metodologia e requisitos dos órgão certificadores.
br>
Esta é uma das áreas com maior possibilidade de entrada e
início, pois os trabalhos são realizados por projeto, com
equipes multidisciplinares, que podem também prever estagiários.
>A melhor forma de acesso é consultar as empresas e ver se
disponibilizam programas de trainee (em nosso caso, abrimos duas
vezes ao ano, programas de 60 dias, em função da demanda, para
atuação em pesquisa)
Lembrete final
Esperando nestas linhas ter colaborado, deixamos um lembrete
importante:
Cabe ao profissional de gestão ambiental investir naquilo que tem
maior aptidão, na área que mais se identifica, pois assim
fazendo tenderá para excelência, concentrará esforços e recursos,
reduzirá riscos, enquanto o investimento nos ítens em que é mediano
ou insuficiente, só o fará menos mediano e/ou menos insuficiente.
O setor procura a excelência.
Outras oportunidades
d)Concessionárias públicas empresas de saneamento, fornecimento
e abastecimento de água, energia e afins)
A questão em relação a estas empresas é que a entrada
demanda concurso e a existência de vagas, mas há uma
tendência de muito espaço, pois há uma enorme escassez de
profissionais, principalmente nas concessionárias ligadas a questão
do saneamento urbano e distribuição de água. Nestes casos a formação
superior na área ambiental é um grande plus, senão um pré requisito
indispensável.Normalmente é exigida a formação básica na
área de engenharia de saneamento, química, ambiental e outras de
mesmo perfil.
e) Área industrial
Nestas empresas há uma forte demanda por profissionais na área
ambiental, porém, normalmente há uma opção por técnicos
com especialização (engenharia com especialização na área
ambiental – (química, civil, elétrica, produção, etc..), até porque,
não há uma base consolidada de pré-requisitos que facilitem a oferta
de vagas nesta área para formados especificamente na área de gestão
ambiental.
Isto acontece, e faz parte dos custos da transversalidade, bem como
ao ponto básico de que as empresas entendem que é preciso uma
formação específica ligada a área de produção ou
segmento. Este é um dos custos de uma profissão nova.
f) Docência – educação ambiental
Esta é uma boa porta de entrada, tem muitas oportunidades, mas
padece de um grave problema: a falta de profissionais com
experiência de campo, pois na área da gestão ambiental, este
é um requisito fundamental. A vantagem é que pode ser plenamente
suprido por bem escolhidos estágios e vivência. O ônus é o
investimento para esta obtenção, que normalmente não é remunerada.
g) ONG´s e afins
Este é um campo que esta abrindo, e tem oferecido boas
oportunidades ao egressos das faculdades e novos na área. Não
oferece grandes horizontes de remuneração, mas traz consigo um
tesouro: a experiência. Entendemos que é uma boa forma de iniciar e de desenvolvimento. Para o acesso, além dos contatos é importante estar ligado a causa da ONG.

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