
Para marcar mais uma edição da revista semestral Ambiente-se, dedicada à Educação Ambiental o Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE), de Porto Alegre (RS) promoveu um debate na última quinta-feira ( 1o. de julho) no Bar Livraria Palavraria tendo como convidada a editora da Aguaonline, Cecy Oliveira. A pauta do encontro foi a análise e troca de opiniões sobre o papel da mídia na Educação Ambiental.
Na opinião da editora da Aguaonline o papel principal da mídia é a disseminação da informação que é o passo inicial na formação ou transformação dos hábitos e atitudes que são o objetivo principal da Educação Ambiental. “Existe no país e no mundo uma sede de informação ambiental e especialmente nos últimos anos sobre tudo que envolve a água o que demonstra que há uma preocupação da população com relação ao tema”, disse Cecy Oliveira. Mas embora reconheça um avanço lento no nível de informação da comunidade considera que há ainda um longo caminho a percorrer. “Agora mesmo, no Ano Estadual da Água do Rio Grande do Sul o objetivo maior traçado pelas entidades participantes é esclarecer a população sobre a gestão das águas. Constata-se que em todos os segmentos há um grande desconhecimento de que por trás de fenômenos simples do nosso dia-a-dia, como os alagamentos nas grandes cidades, as enchentes que deixam milhares de desabrigados ou a escassez de água, está a má gestão dos recursos hídricos”. A proposta é utilizar as comemorações dos 10 anos da Lei das Águas do Rio Grande do Sul para explicar o papel dos comitês de bacia, os instrumentos disponíveis para fazer uma gestão eficiente e trabalhar pela implantação dos mecanismos previstos na lei que ainda não foram implementados.
Na troca de idéias que se seguiu outros posicionamentos foram defendidos, como o de Carlos Atílio Todeschini, ex-diretor do DMAE, que apresentou sua visão sobre o cenário internacional onde identifica movimentos de grandes conglomerados em direção à privatização dos serviços de saneamento com o apoio do Banco Mundial e FMI. Nesse sentido, afirmou, o papel da mídia tem sido da defesa dessa proposta mostrando uma influência direta sobre o trabalho do jornalista.
Do ponto de vista dos educadores ambientais do DMAE a grande mídia, e especialmente a televisão têm prestado um desserviço à educação ambiental na medida em que grande parte de sua programação é dedicada a um entretenimento meramente fundado em apelos comerciais que acabam gerando uma cultura consumista.
Também foram analisados temas como o papel da internet na difusão de informação ambiental constatando-se que a demanda está crescendo exponencialmente com um público variado, com ênfase para estudantes que utilizam esse tipo de mídia – representado por sites e veículos digitais – como fonte de pesquisa para seus trabalhos escolares.
Ambiente-se
A edição de maio – ano IV – da revista Ambiente-se traz as seguintes matérias:
1. “Educação Ambiental em Pauta” – questiona o papel da mídia e destaca alguns programas, como os do Canal Futura. Conta com as opiniões da professora de Jornalismo, Ilza Girardi, da UFRGS e do professor Edson Roberto Oiagen, da Ulbra.
2. Água – Fonte de Vida – entrevista com o arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, sobre a Campanha da Fraternidade 2004.
3.” A imprensa já julgou os transgênicos por nós”, escrita pela estudante de Jornalismo Mariana Barbosa comenta a cobrteura da imprensa sobre os transgênicos.
4.Seção pedagógica: “O currículo invisível da televisão e a construção de estratégias educativas “, artigo da assessora de Comunicação do DMAE, Sandra Bitencourt.
5. “Porto Alegre terá mais um parque natural” – Ieda Pezzi, com a colaboração de Fabiano Cardoso.
6. “Porto Alegre mais verde” relata a experiência de seis anos promovendo o plantio, a disseminação de informação e a preservação e ampliação do ambiente natural da capital gaúcha.
Mais informações sobre a revista podem ser obtidas através do e-mail: dmaeute@dmae.prefpoa.com.br.

Leave a Reply