Não faltam no Brasil inteligência e criatividade para resolver o problema do lixo. A proposta do biocombustivel é mais um bom exemplo. Um grupo de engenheiros do Rio de Janeiro, após 4 anos de pesquisa, está disponibilizando ao mercado investidor, uma tecnologia que considera inovadora ao contemplar a conversão da fração orgânica do lixo urbano em biocombustível sólido para uso industrial como alternativa energética, substituindo a madeira e os combustíveis fósseis na queima em caldeiras, fornos, termelétricas, entre outros.
Batizada de Inthercol (Indústria de Thermoconversão do Lixo), esta tecnologia, segundo eles, traz uma nova solução para o grave problema do lixo urbano, e poderá ser uma nova fonte energética para o país e o mundo. Conforme o eng. Paulo César de Souza, um dos coordenadores da pesquisa, o projeto, no seu desenvolvimento, estruturou-se em três valores fundamentais: o ambiental, o social e o econômico.
”O foco ambiental do projeto consiste em uma nova alternativa para a disposição final dos resíduos sólidos urbanos, uma vez que hoje são, em muitos casos, lançados a céu aberto ou em aterros, que na sua grande maioria não sofrem nenhum tipo de tratamento e/ou controle ambiental, gerando o chorume que além de ser altamente contaminante aos lençóis freáticos, é um vetor disseminador de doenças ameaçando a saúde pública”, afirma.
No âmbito social, o projeto visa ao aproveitamento da mão–de-obra, que normalmente já vive do lixo, em processo de triagem dentro da indústria, gerando uma quantidade importante de novos empregos. Já no aspecto econômico, o projeto garante uma rentabilidade atrativa ao capital privado, uma vez que o poder público não dispõe de recursos para investimento nessa área.
O Eng. Nedel Padilha Mendonça Junior, outro coordenador da pesquisa, especialista em incineração e tratamento térmico de resíduos, explica que através da termogravimetria a fração orgânica do lixo é convertida em biocombustível sólido de alto poder calorífico a um baixo custo de produção. As unidades Inthercol são modulares e foram dimensionadas para atender diferentes volumes de lixo produzidos. Nedel afirma ainda que a tecnologia é totalmente desenvolvida no Brasil e, diferentemente do que propõem as estrangeiras, requer investimentos bem menores, o que torna o projeto tecnicamente viável e empresarialmente rentável.
Paulo lembra que a geração do lixo é inesgotável e o biocombustível, como fonte energética oriunda do lixo urbano, não está sujeita a crises internacionais, variação do dólar e do regime hidrológico, mantendo-se num patamar de custo estável. Outro fator importante, destaca, é que à medida em que há crescimento econômico no país, há o aumento na produção do lixo e conseqüente agravamento do problema ambiental.
Os engenheiros envolvidos no projeto lembram que o desafio agora é viabilizar a implantação do empreendimento, que já foi avaliado e aprovado por vários órgãos ambientais, universidades federais e inclusive pelo Comitê de Meio Ambiente do BNDES, que não poupou elogios ao projeto.
Maiores informações: inthercol@ecocasa.com.br
Boa leitura!
Cecy Oliveira – editora
A Vez dos Leitores
Água da chuva
Sou estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo e estou colhendo informações referentes a sistemas de reutilização(reciclagem) de água e sistemas de captação de água da chuva. Venho através desta solicitar informações referentes aos itens acima. Victor Augusto
vitiaugusto@hotmail.com
Prata coloidal
Obrigado por terem me enviado a Aguaonline . Estou a procura de empresas que fabricam carvão com prata coloidal, será que vocês podem me ajudar?
Oswaldo Algaves – olsa30@yahoo.com.br
Pacto para preservar floresta
Achei superinteressante! Espero que mandem mais reportagens como esta! Já sei como salvar o meio ambiente por causa dessa reportagem hiperlegal!
Henrique
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