Empresa britânica inova na produção de tinta

Steve Newman, London Press Service

A aplicação e o descarte de tintas podem ter um efeito ambiental considerável, tanto em âmbito local como global. Podem também acarretar sérias implicações para a saúde humana e, em muitos casos, para a vitalidade da estrutura de edifícios. Estes, por sua vez, afetam o meio ambiente, assim como a degradação ambiental afeta tanto a saúde humana quanto a estrutura de edifícios.

A Casein, produzida pela Natural Building Technologies, do Reino Unido, é uma tinta ecologicamente correta – feita a partir do leite. É agradável, fácil de usar, duradoura (algumas tintas semelhantes duram desde o Império Romano, há 2.000 anos) e praticamente não polui. E, quando misturada com os pigmentos naturais produzidos pela NBT, a tinta é capaz de resultar em qualquer coisa, de cores fortes e vibrantes a delicados tons pastéis ou efeitos decorativos incríveis.

O efeito poluidor de várias tintas petroquímicas modernas é bastante conhecido. O volume de VOCs (compostos orgânicos voláteis) produzido pelas tintas é praticamente o mesmo que o produzido por automóveis (cerca de 85%). E, durante a produção, aproximadamente 10 toneladas de lixo tóxico podem ser geradas para uma única tonelada de tinta (até 30 toneladas no caso de algumas tintas especiais). O potencial carcinogênico de muitas das substâncias químicas presentes na tinta convencional é conhecido ou suspeito, assim como seu efeito considerável sobre sistemas hidrológicos, como cursos d`água.

Ao contrário das tintas modernas à base de petróleo, a Casein não libera VOCs prejudiciais, não contém dióxido de titânio, conservantes, nem outros solventes além da água. Ela vem sendo chamada de “tinta humanitária”.

A tinta Casein é vendida em forma de pó, bastando acrescentar água para que ela adquira uma consistência cremosa. É uma tinta branca que pode ajudar a regular a umidade do ambiente interno. A tinta também é transparente quando úmida e, quando seca, apresenta um suave acabamento fosco e opaco.

A Casein apresenta boa cobertura e pode ser usada não apenas em papéis de parede, paredes e tetos, mas também em móveis, madeira, pedra, argila e vários outros materiais. A tinta tem um acabamento fosco atraente e suave e é bastante “respirável” – o que a torna adequada tanto para construções modernas como históricas.

Tintas que não “respiram” quando há retenção de umidade podem propiciar um sério crescimento de mofo em outras partes da estrutura do edifício. Na verdade, os níveis de umidade nos edifícios são fundamentais para a saúde humana e a vitalidade de sua estrutura. Se uma construção for seca ou úmida demais as mucosas das pessoas serão afetadas, podendo ocasionar problemas respiratórios. No caso dos edifícios, o excesso de umidade pode gerar condensação, com todos os problemas associados.

Contato:

liz@natural-building.co.uk

Fungos e mofo

Além do mofo na superfície e outros problemas, a maior preocupação no que se refere à estrutura de edifícios é a retenção de umidade em materiais orgânicos. Isso é particularmente importante em edifícios antigos, nos quais a construção foi projetada para respirar, e onde costuma haver material orgânico, como madeira em paredes externas.

As tintas erradas podem gerar não somente crescimento de mofo e fungos, como também ataque de insetos e eventual colapso estrutural. Isso é muito comum em construções com estrutura de madeira pintadas com tinta brilhante e tinta impermeável para alvenaria na parte externa.

A preocupação tem crescido naturalmente nos últimos anos com relação ao impacto ambiental de VOCs liberados por compostos químicos complexos, como as tintas modernas. Os níveis de poluição dentro de um edifício costumam ser 10 vezes mais altos que na área externa. Campanhas intensivas têm sido feitas no combate a problemas decorrentes do aumento nos casos de asma e alergias causados pela “síndrome do edifício doente” – porém o uso de materiais que podem agredir o meio ambiente continua a crescer.

Leave a Reply

Your email address will not be published.