Poluição da Baía da Guanabara revelada por bioindicadores

Agência Fapesp

Eles são microscópicos. Vivem no meio do sedimento aquático e podem muito bem indicar a saúde ambiental de um ecossistema. Os foraminíferos, protozoários com carapaças de calcário, foram escolhidos por um grupo de pesquisadores do Rio de Janeiro para revelar a poluição por metal pesado das águas de um trecho da Baía de Guanabara. Os resultados da pesquisa estão publicados na edição atual dos Anais da Academia Brasileira de Ciências.

Como os níveis de contaminação são altos na região investigada, uma análise detalhada das assembléias de foraminíferos bentônicos serviu como alerta. A carapaça pouco desenvolvida, segundo os cientistas, é sinal claro de que o estresse no ambiente é bastante grande. O baixo número de espécies também é outro indicador de que a situação está ruim.

Não apenas a quantidade, mas a qualidade dos espécimes serve para mostrar o elevado desequilíbrio no fundo da Baía de Guanabara. As chamadas espécies oportunistas, como Ammonia tepida, Buliminella elegantissima e Bolivina iowmani, foram as mais presentes nas estações amostrais.

Além dos metais pesados presentes no lodo, a concentração de matéria orgânica no ambiente está acima do normal, o que pode indicar a presença de esgoto na região. No local, além das atividades antrópicas, também funciona uma das maiores bases navais do país.

Os cientistas defendem o uso dos foramíferos, que possuem grande sensibilidade às variações ambientais, como bioindicadores, uma vez que as pesquisas apresentam um custo muito baixo. Em zonas muito poluídas, em todas as partes do mundo, esses protozoários estão sempre entre os primeiros a dar o alerta.

Defendendo os Grandes Lagos

O ministro canadense do Meio Ambiente, David Anderson, anunciou investimentos de Can$ 1,5 milhão para o Fundo de Sustentabilidade dos Grandes Lagos, para apoiar 47 projetos. Os fundos apoiarão financeiramente os projetos que melhorem a saúde dos ecossistemas das áreas de interesse no entorno desta grande reserva hídrica, os quais foram identificados como ambientalmente degradados, conforme o Acordo de Qualidade da Água dos Grandes Lagos, assinado entre Canadá e Estados Unidos. “Restabelecer a saúde e manter l integridade do Ecossistema da Bacia dos Grandes Lagos é uma prioridade para o Governo do Canadá e nós estamos avançando para uma ação concreta”, disse o ministro Anderson.

Os projetos do Fundo de Sustentabilidade dos Grandes Lagos envolvem associações com os governos locais e grupos comunitários, centrados em diferentes atividades de restauração. Isto inclui práticas adequadas no tratamento de águas residuais por produtos, restabelecimento do habitat para a pesca e a vida silvestre e prevenir que os resíduos do setor agrícola fluam pelos canais que desaguam nos grandes lagos, compartilhado pelo Canadá e Estados Unidos.

Fonte: Boletin No. 14. Marzo de 2004 – Editado por Cinara, Universidad del Valle. Cali – Colombia

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