Caribe quer turismo com preservação

Ao ser aberta a temporada de cruzeiros no Caribe, o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos Estados Unidos e TRAFFIC, a rede de monitoramento do comércio de fauna e flora silvestre do Fundo Mundial para a Natureza, lançam um guia de ajuda aos viajantes ao Caribe para evitar as compras ilegais de espécies em perigo de extinção: Alerta Comprador!

Muitos produto de fauna vendidos no mundo não podem ser introduzidos nos Estados Unidos ou exigem licença especial, como são produtos de tartaruga marinha, alguns tipos de coral, peles e aves vivas do Caribe. Mais de 4 milhões de estado-unidenses visitam o Caribe a cada ano e gastam em média US$ 1.362 por pessoa.

“O comércio insustentável está arrasando a mesma fauna e hábitat que os turistas querem desfrutar no Caribe. Os estado-unidenses enchem suas malas com material de contrabando durante suas férias e ilegalmente o levam a suas casas” adverte Adrian Reuter, representante da TRAFFIC no México. “Estamos distribuindo este guia porque consideramos que os consumidores farão o que é certo se souberem o verdadeiro custo dos produtos de fauna que vêem à venda.”

Cada ano, os órgãos oficiais dos Estados Unidos confiscam milhares de produtos ilegais de viajantes regressando de suas férias e, às vezes, impõem multas aos violadores. Muitos turistas dizem que não tinham idéia que existiam ditas regras.

“Alerta Comprador!”, publicado em conjunto pela WWF, TRAFFIC e o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos Estados Unidos é distribuída sem custo aos viajantes nas fronteiras e agências de viagem. Também estará disponível nas companhias de cruzeiros e agências de turismo. O folheto está disponível em espanhol e inglês e inclui a lista de produtos proibidos para sua importação aos Estados Unidos.

O folheto Alerta Comprador! para viajantes ao Caribe pode ser descarregado em: www.wwfca.org

Guerras e meio ambiente

Na segunda comemoração do Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente em Guerras e Conflitos Armados (6 de novembro) o secretário geral da ONU Kofi Annan disse que “todas as guerras são destrutivas para as pessoas, os países e para o meio ambiente. Razão pela qual, a Convenção de Genebra, os Protocolos e outras leis internacionais pretendem desencorajar os excessos nos conflitos armados, incluindo os disparos em civis, os maus tratos de prisioneiros de guerra e a destruição da infra-estrutura como grandes represas e usinas de energia nuclear”.

Entretanto, assinala, “fica evidente que as leis internacionais existentes não tratam diretamente o perigo que representam os conflitos armados para o meio ambiente, ao não ser dada atenção ao potencial devastador do incremento de armamento moderno. Essa ameaça assume várias formas como o uso indiscriminado de minas terrestres, a destruição ecológica causada por êxodos massivos de refugiados e o potencial devastador de armas de destruição em massa. Mesmo que sejam relativamente poucas as situações, nas quais o meio ambiente é agredido deliberadamente, permanecem muitas áreas cinzas, nas quais se poderia e deveria fazer mais para proteger a base ambiental sobre a qual se assentam o desenvolvimento sustentável e a recuperação do conflito”.

”Por esta razão”, alerta, “faço um chamado à comunidade internacional para examinar como podem ser fortalecidos os mecanismos que promovem a proteção ambiental em tempos de guerra. E assegurar a sustentabilidade ambiental não é um luxo, é um pré-requisito para a paz e prosperidade futura de nosso planeta”.

Aves de pano como opção de presente

Qual o brinquedo que seu filho vai querer ganhar no Natal? Uma opção são os brinquedos lançados pela Proaves (Associação Brasileira para Conservação das Aves). São 10 aves representantes de diversos ambientes do ecossistema brasileiro que estão ameaçadas de serem extintas. O Brasil é hoje o terceiro país mais rico em aves do mundo.

Produzidas em plush anti-alérgico, medindo entre 30 e 40 cm, as aves vão ser vendidas exclusivamente pelo site da Proaves www.proaves.org.br. O resultado da venda será destinado integralmente ao fortalecimento das atividades de pesquisa, ações de educação ambiental e de conservação da avifauna brasileira – a terceira maior em diversidade de aves com mais de 1.700 espécies. Em média, cada ave custará R$ 30,00.

A coleção inclui, por exemplo, o atobá, ave típica das ilhas de Fernando de Noronha, Abrolhos e Atol das Rocas, o marrecão, do Rio Grande do Sul, o tuiuiú, ave símbolo do Pantanal. Da região com manguezais, vem o guará. Outra ave reproduzida é a arara azul de Lear, ameaçada de extinção que sobrevive apenas em Coraça, na Bahia.

Com essas réplicas de aves, as crianças terão a oportunidade de conhecer as diferentes aves silvestres que o Brasil possui, além de descobrir de maneira criativa a importância da conservação delas e do seu habitat natural. Hoje, mais de 150 aves estão incluídas na lista oficial das espécies ameaçadas de extinção.

A Proaves é uma sociedade sem fins lucrativos e foi criada em 1991 com o objetivo de promover esforços para a conservação das aves e seus ambientes no Brasil. Dentro de suas finalidades, a Associação estabelece parceria com outras instituições, governamentais e privadas, por meio convênios, contratos e termos de cooperação técnica para o desenvolvimento de projetos específicos. Seu principal parceiro é o Cemave.

Proibidos

Todos os produto derivados de tartarugas marinhas, incluindo conchas e o fabricado com suas peles;

Peles de onça e outros felinos;

Produtos feitos de crocodilos, lagartixas e serpentes;

Espécies de aves vivas, incluindo papagaios, guacamaias, cacatúas e pinzons (fragilla teydea polakatzeki);

Artigos que contém plumagens de aves selvagens, peles de aves e

derivados de pele;

Macacos vivos;

Corais e seus derivados;

Orquídeas, cactos e assemelhadas.

Demarcação das águas

Demarcação das águas como estratégia para garantia da vida, da biodiversidade e do acesso coletivo das fontes naturais para os povos. Esta é a proposta de discussão que o articulador dos Direitos Indígenas da Organização das Nações Unidas [ONU] e da Organização dos Estados Americanos [OEA], Marcos Terena, levou para o Fome Zero da Educação Ambiental, em Cuiabá [MT]. “Aprendi que lutar pela demarcação das águas, diante desta crise mundial da água potável no mundo, é questão de sobrevivência”, diz Terena.

Ele cita exemplos de como a falta da demarcação das fontes de água potáveis para uso coletivo gera impactos negativos. “As grandes empresas, multinacionais, se instalam estrategicamente em fontes de água potável e não têm compromisso de repartir com o povo”. Já para o povo indígena, diz Terena, a água é necessariamente parte da vida e mantém os ecossistemas do Pantanal em equilíbrio.

Sobre a relação dos povos indígenas com a EA e políticas públicas, Marcos Terena responde: “A educação ambiental parte do conceito de educar o próprio sistema de governo e não apenas a sociedade. Educação ambiental do ponto de vista do indígena não é feita apenas na escola, mas é realizada, por exemplo, para valorizar os conhecimentos tradicionais indígenas milenares, que é um patrimônio da ciência indígena que a população desconhece. E para a gente gerar um mundo melhor, precisamos incrementar as políticas educacionais, colocar isto nas pautas e agendas dos estudantes, na linguagem da comunicação de massa, contemplando o dia a dia das pessoas nos ambientes urbanos e rurais”.

Fonte: Estação Vida

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