Especialistas da ONU debatem sobre como levar água aos pobres

Cerca de 260 delegados de todo o mundo, entre eles 13 ministros de países em vias de desenvolvimento, se reuniram em Stavanger (oeste da Noruega) para adotar medidas concretas que permita o acesso à água potável aos mais pobres do planeta.

“A conferência busca fazer mais do que falar, do contrário não terá nenhum valor. Queremos resultados concretos e iniciativas ao final da conferência” disse a ministra norueguesa de Desenvolvimento, Hilde Frafjord Johnson.

“É importante discutir os problemas dos mais pobres, mas ao mesmo tempo, fixar objetivos realistas”, agregou a ministra, destacando que “a razão fundamental da escassez de água é a má gestão” dos recursos hídricos.

Frafjord Johnson reconheceu que o financiamento é o problema central para que as regiões mais pobres do mundo tenham acesso à água potável.

Por sua parte, a diretora do Programa Habitat da ONU, Anna Tibaijuka, recordou que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo carecem de água potável e que cerca de 2 milhões de crianças morrem cada ano por causas relacionadas com a falta ou as más condições da água.

“Esta conferência, portanto, não pode acabar em mero palavreado, mas sim em um acordo de política real”, disse Tibaijuka em seu discurso de abertura.

Lembrou que a Conferência de Haia de 2000, a declaração dos objetivos do milênio da ONU e a Cúpula de Johanesburgo, prometeram “a redução à metade, até 2015, da proporção de pessoas sem acesso à água potável”.

Outro tema essencial no programa de debates é a questão dos conflitos armados originados pelo controle deste recurso.

No Oriente Médio o controle das águas dos rios Nilo, Tigre, Eufrates e o Jordão, é uma das principais causas da constante tensão política que vive a zona.

A conferência, intitulada “Água para os mais pobres”, se realiza sob os auspícios da ONU e sua abertura participaram membros do governo norueguês, e o rei do país, Harald V.

As conclusões da conferência serão entregues ao ministro de Meio Ambiente norueguês, Borge Brende, presidente da comissão de Desenvolvimento da ONU (CSD), para incluí-las na agenda da XII reunião do comitê, em Nova York, no próximo mês de abril.

Amigos do mar

Uma parceria entre o Projeto Tamar e a empresa Arcor está movimentando as escolas, entre elas o Colégio Pueri Domus, de São Paulo. Segundo a diretora pedagígica Mirna Forte, a novidade contagiou a garotada da 1ª a 4ª séries e logo virou mania.

“Foi fácil envolver nossos alunos com o conteúdo que recebemos. Estava tudo muito bem organizado, elaborado e definido. A partir daí, tivemos apenas que inserir o material nas aulas. Falar sobre a preservação ambiental é sempre interessante e quando falamos sobre o reino animal, então, o interesse se multiplica”, comenta Mirna.

Com o objetivo principal de estimular as escolas credenciadas a utilizarem as dicas para as aulas de educação ambiental oferecidas pelo programa e levar os alunos de 1a. a 4a. séries à reflexão sobre o tema “Nossas águas sempre limpas”, foi criado o Concurso Cultural – I Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar. Esse concurso premiará, em duas categorias, as escolas finalistas e seus respectivos professores e alunos com certificados de adoção simbólica de tartarugas marinhas emitidos pelo Projeto Tamar.

As escolas vencedoras (1o. lugar) nas duas categorias receberão como prêmio o “O DIA DO PROJETO TAMAR”, que consiste na montagem de uma exposição itinerante, com a presença de biólogos do Projeto Tamar. Os trabalhos vencedores serão transformados na campanha de preservação das águas a ser promovida pela Arcor e o Projeto Tamar no verão de 2004.

A Arcor, grupo multinacional latino-americano, é hoje o primeiro produtor mundial de balas e um dos maiores fabricantes de chocolates da América Latina, consolidando sua expansão latino-americana e seu comércio internacional

Paraná biodiversidade

O Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Luiz Eduardo Cheida concluiu o lançamento do Programa Paraná Biodiversidade nas regiões onde estão localizados os “Corredores da Biodiversidade do Estado”. Durante três dias foram realizados seminários de divulgação sobre as ações do Programa para a população de 63 municípios. Os municípios onde foram realizados os seminários foram escolhidos com base na localização dos corredores de biodiversidade do estado que são o corredor Paraná- Iguaçu, localizado na região de Cascavel; Caiuá-Ilha Grande – região de Umuarama e o Corredor Araucária em Reserva do Iguaçu. Nestes locais estão os maiores remanescentes florestais do estado espalhados em seis unidades de conservação.

Serão investidos U$ 32 milhões na recuperação e preservação dos remanescentes florestais do Estado. O Programa terá duração de quatro anos, onde será feito o planejamento de 280 bacias hidrográficas, conservação da biodiversidade em 336 mil hectares, plantio anual de 20 mil alqueires de mata ciliar e a educação ambiental para 504 escolas municipais e estaduais.

A meta é trabalhar com 20 mil proprietários rurais que vivem nas regiões destes corredores. Os recursos poderão ser investidos, por exemplo, na recomposição da mata ciliar, na compra de palanques para construção de cercas, bomba de água – para não deixar que o gado vá até o rio e destrua a mata ciliar entre outras atividades.

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