Algas como indicadores de qualidade das águas

Fotos: www.cttmar.univali.br

Ocorreu nos dias 5 a 7 de outubro, em Santa Cruz do Sul (RS), o Workshop Nacional de Algas Bioindicadoras de Qualidade da Água, com promoção da Sociedade Brasileira de Ficologia e da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). No evento, participaram cerca de 90 especialistas da área, tendo sido discutidos diversos aspectos relacionados à utilização de algas como indicadoras da qualidade das águas.

A preocupação dos pesquisadores foi a de demonstrar que a utilização de algas, sejam as espécies planctônicas, sejam as espécies presentes no perifíton (que se encontram aderidas a substratos) fornece informações relevantes sobre a qualidade das águas, de forma complementar às usuais análises físicas e químicas. Conforme comentário do Dr. Eduardo Lobo Alcayaga, da UNISC, “os métodos biológicos apresentam a vantagem de oferecer informações de efeitos ambientais prolongados, pois os organismos integram os efeitos da qualidade da água ao longo do tempo, enquanto os métodos físicos e químicos permitem um conhecimento instantâneo das condições da água”.

Um tema atual também discutido no encontro foi a presença de cianobactérias (anteriormente conhecidas como “algas azuis”) e suas implicações na qualidade da água. Pesquisadores como a Dra. Sandra Azevedo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e o Dr. João Sarkis Yunes, da Fundação Universidade de Rio Grande, enfatizaram aspectos da ecologia desses organismos, ressaltando que apesar de as cianobactérias estarem usualmente associadas a ambientes eutrofizados, sua complexa história paleontológica mostra que são organismos muito versáteis e com diversas estratégias de sobrevivência e dominância.

A inclusão da análise de cianobactérias e de cianotoxinas na nova legislação da potabilidade, a Portaria 1469/00 do Ministério da Saúde, foi o tema abordado pelo biólogo ando Jardim, da COPASA de Minas Gerais. A preocupação com esse parâmetro biológico tem resultado em uma mudança de paradigma nas companhias de saneamento, levando à busca de novas tecnologias para o tratamento de água e à valorização dos profissionais da área.

O evento contou ainda com um curso prático, com o tema “Diatomáceas como indicadoras de qualidade da água em rios”, ministrado pelo Dr. Luc Ector, especialista de uma instituição de pesquisa de Luxemburgo.

As resoluções do Workshop serão sistematizadas pelo coordenador do evento, Dr. Eduardo Alcayaga e apresentadas à Sociedade Brasileira de Ficologia para que possam ser divulgadas e encaminhadas aos diversos segmentos da sociedade.

Contato: Dr. Eduardo Lobo Alcayaga – lobo@unisc.br

Observando o Tietê

A Fundação SOS Mata Atlântica convida para o encontro e a exposição dos trabalhos dos grupos de monitoramento do Observando o Tietê que acontecerá no dia 08 de novembro, no Parque Ibirapuera, das 8 às 18 horas , com ato solene e conferência às 14h30min.

50 anos de fluoretação

A cidade de Baixo Guandu, no Espírito Santo, foi a primeira do Brasil a contar com a fluoretação das águas de abastecimento público. O serviço foi inaugurado em 31 de outubro de 1953.

A cidade, localizada às margens do Rio Doce, dispunha de um moderno sistema de abastecimento de água implantado pelo antigo Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), hoje Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). No dia 24, resgatando os momentos vividos pelos pioneiros da fluoretação, uma caravana de técnicos, estudantes e autoridades partiu de Vitória em direção a Baixo Guandu. Os participantes utilizaram a via férrea, atravessando o Vale do Rio Doce, assim como no passado.

Para assinalar a passagem da data foi realizado um evento na Assembléia Legislativa do Espírito Santo, de 22 a 24/10/2003, que debateu os desafios e possibilidades da fluoretação no século XXI.

Leave a Reply

Your email address will not be published.