
O Consórcio Intermunicipal em parceira com o Comitê das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí quer firmar um compromisso com o Governo do de São Paulo e com a Sabesp, operadora do Sistema Cantareira, para garantir a liberação de maiores volumes de água para as cidades abaixo das represas, principalmente nos períodos de estiagem.
A proposta também prevê a instalação de medidores de vazão que irão disponibilizar, via Internet, em tempo real, qual o volume de água que está sendo liberado pelo sistema para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP.
A baixa vazão dos rios começa a preocupar os serviços de água e empresas das bacias PCJ. Algumas cidades já encontram dificuldades para captação e tratamento de água devido a grande concentração de poluentes. A escassez dos recursos hídricos superficiais também está refletindo na vazão das águas subterrâneas.
O Sistema Cantareira é responsável pela produção de 33 mil litros de água por segundo para abastecer 9 milhões de pessoas da Grande São Paulo. A construção deste complexo teve início em 1966, a partir da interligação de túneis e canais, e foram concluídas em 1983. Como resultados dos trabalhos, restaram áreas desmatadas e desprovidas de cobertura vegetal, as quais passaram a sofrer ações do tempo e apresentar problemas de erosão e assoreamento das represas.
Em 1994, a Sabesp firmou um acordo com o Ministério Público e dois anos mais tarde implementou o “Projeto de Reabilitação de Áreas Degradadas do Sistema Cantareira”.
Até o momento, foram plantadas 500 mil árvores para recuperar todo o terreno prejudicado. Para desenvolver estas atividades, a Sabesp possui um viveiro de mudas e um laboratório de sementes que servem também como ferramentas de aprendizado prático envolvendo educação ambiental às escolas e pesquisas com importantes universidades da região de Bragança Paulista. No local, também existe uma estação hidrometeorológica automática construída em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas.
Casan constrói barragem
Embora esteja na marca do pênalti para sofrer um processo de municipalização que pode inviabilizar seu funcionamento a Casan (SC) resiste bravamente e anuncia a construção da barragem de São Bento, obra de R$ 62 milhões com recursos próprios e do Ministério da Integração.
A barragem vai propiciar água para os municípios de Criciúma, Forquilhinha, Içara, Maracajá, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Siderópolis e Treviso.
Regulação
A Agência de Regulação do Rio Grande do Sul (Agergs) reuniu-se, recentemente, com o Ministério Público, Famurs e Corsan para tratar da regulação na área de saneamento. O objetivo da reunião foi definir prazos e formas de atuação da Agência para a regulação, buscando a melhoria na qualidade dos serviços de água e esgoto.
Ficou acertada a constituição de um grupo de trabalho com representantes dos órgãos envolvidos a fim de ultimar a assinatura dos contratos entre Corsan e municípios, nos quais a AGERGS deverá constar como órgão regulador.
Mata Ciliar
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Fundação Santa Cabrini, está realizando o replantio de espécies nativas da Mata Atlântica nas margens do rio Guandu, manancial responsável pelo abastecimento de água a 80% dos municípios do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense.
Segundo técnicos da Cedae, o reflorestamento das margens do rio é vital para a melhoria da qualidade da água bruta, captada pela ETA do Guandu. O plantio de mudas aumentará a cobertura vegetal, trazendo maior estabilidade ao terreno e evitando erosão do solo. Com a redução do carreamento de partículas pelo replantio, os níveis de turbidez da água bruta diminuirão, melhorando a sua qualidade e as condições de tratamento.
Um projeto-piloto já começou em uma área próxima à captação da ETA do Guandu, onde já foram plantadas cerca de mil mudas de mata nativa. A mão de obra para o plantio das mudas foi possibilitada através de um convênio firmado entre a Cedae e a Fundação Santa Cabrini, órgão da Secretaria estadual de Administração Penintenciária. Sessenta e quatro detentos, que cumprem penas em regimes aberto e semi-aberto, trabalham no Muda Guandu plantando espécies nativas provenientes de hortos florestais mantidos pelo IEF, na Região Serrana.
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