A vez da população

Foi preciso um relatório do Banco Mundial, divulgado recentemente reconhecer que a pobreza não poderá ser vencida se as camadas mais desassistidas da população não puderem contar com serviços básicos – como saúde, educação e saneamento.

Outro alerta relevante feito no relatório é sobre a importância da participação das comunidades na decisão sobre que tipo de serviço pode ser prestado.

“Os serviços podem funcionar quando os pobres estão no centro de sua prestação – quando eles têm direito de evitar os prestadores ineficientes e premiar os bons prestadores e quando as suas vozes são ouvidas pelos políticos” disse Shanta Devarajan, Diretora do Relatório de Desenvolvimento Mundial 2004 e economista chefe da Rede de Desenvolvimento Humano do Banco Mundial.

Ao se olhar a tabela abaixo é possível avaliar a lentidão com que evoluem os indicadores referentes ao saneamento em uma década. Muitos deles, como a cobertura às áreas rurais apresentando até mesmo involução.

Por isso ganha relevância ressaltar que quando um novo vocábulo como o chamado “controle social” começa a ganhar ares de salvador da pátria, ou seja: para tudo a solução é o controle social estejamos atentos.

Como deixa claro o relatório: “Água e eletricidade grátis ou subsidiadas normalmente transformam-se em moeda para influências políticas e nepotismos e acabam não atingindo as populações de baixa renda. Entretanto, separar os responsáveis pela elaboração das políticas dos prestadores de serviços, dando incentivos aos responsáveis pelas políticas para que monitorem os prestadores, pode melhorar o rendimento dos serviços.

O desafio é enorme porque tornar os serviços eficazes para populações de baixa renda envolve mudanças nas instituições do setor público. Instituições estas que gerenciam o orçamento, as relações entre governo central e local, o serviço civil e outros. Além disso, envolve mudanças na maneira com que a ajuda financeira internacional é transferida. Ao mesmo tempo em que os governos, cidadãos e doadores devem incentivar essas mudanças, devem ser seletivos na escolha dos problemas a serem enfrentados”.

E alerta:

“Saúde e Educação não são os únicos serviços que contribuem para o desenvolvimento humano. Serviços de infra-estrutura, particularmente água potável, saneamento básico, eletricidade e estradas são cruciais para a saúde e educação das populações de baixa renda. Estas também têm dificuldade em acessarem esses serviços. No Marrocos, onde mais de 60% da população têm abastecimento de água potável, somente 11% por cento dos mais pobres têm acesso a ela”.

Boa leitura

Cecy Oliveira – editora

A Vez dos Leitores

Estação Ginebra

Ya mire el articulo sobre la estacion de Ginebra en su portal de Aguaonline y esta muy bien. Gracias por la publicacion y aqui estaremos a sus ordenes cuando nos necesite.

Miguel Ricardo Peña Varon – Universidad del Valle/Cínara – Colômbia

Ozonizador

Vou adquirir um aparelho residencial de tratamento de água, porém estou na dúvida sobre qual aparelho comprar. No mercado há aparelho de purificação (porém não destrói vírus e bactérias) e ozonizadores (purifica e destrói bactérias e vírus). Minha dúvida é se os aparelhos que trabalham com ozônio são prejudiciais à saúde. Outros países utilizam ozônio no tratamento

de suas águas?

Genilson Nascimento

Reuso da água

Sou estudante de Engenharia Civil em Brasília e estou iniciando uma coleta de material para a minha monografia. Estou pensando em fazer a monografia demonstrando as vantagens da reutilização da água em prédios residenciais. Gostaria de saber se o Águaonline pode me ajudar me indicando literatura, locais, profissionais e/ou artigos onde eu possa estar pesquisando sobre o assunto.

Charles Guedes

Empresas destróem valor

Interessei-me em aprofundar o assunto referente à matéria da Edição 174 do Aguaonline: “Empresas de saneamento destroem valor”. Gostaria de receber o trabalho completo realizado pelos professores da Universidade Católica de Brasília – UCB ou pelo menos uma forma de manter contato com esses professores.

Valdemar Bandeira – Economista – Gerência de Planejamento – CAGECE

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