Pesquisa detecta pesticidas em refrigerantes na Índia

New Delhi, August 5, 2003: Depois do que já havia ocorrido com amostras de água engarrafada a entidade Down To Earth revelou que 12 das principais marcas de refrigerantes vendidas em Nova Delhi contêm um “mortífero” coquetel de resíduos de pesticidas. Os resultados são baseados em testes realizados pelo Pollution Monitoring Laboratory (PML) do Centre for Science and Environment (CSE). Em fevereiro deste ano, o CSE havia protestado contra a indústria de água engarrafada por usar o termo pura quando o laboratório encontrou resíduos de pesticidas na água engarrafada vendida em Delhi e Mumbai.

Agora foi analisado o conteúdo de marcas de refrigerantes comercializadas na capital. Elas foram testadas para: pesticidas organoclorados e organofosforados e piretróides sintéticos — todos de uso geral na Índia como pesticidas. Os resultados foram tão chocantes como os encontrados na água engarrafada.

Todas as amostras continham resíduos de quatro pesticidas extremamente tóxicos: lindane, DDT, malathion e chlorpyrifos. E em todas o limite para a presença de resíduos excede em várias vezes o máximo permitido para água usada como alimento segundo a European Economic Commission (EEC). Cada amostra tem veneno suficiente para causar – pelo efeito cumulativo – câncer, lesões nos sistemas nervoso e reprodutivo, malformações e afetar seriamente o sistema imunológico.

O que foi encontrado

As marcas líderes da Coca-Cola e Pepsi apresentaram o mesmo percentual de resíduos: Pepsi: 0.0180 mg/l (milligramas por litro), 36 vez maior do que o limite permitido pela ECC que é de 0.0005 mg/l; Coca-cola: 0.0150 mg/l, 30 vezes maior do que o limite da EEC .

A amostra de um dos refrigerante da Pepsi revelou índice 37 vezes mais elevado do que o limite da EEC. Enquanto que o limite foi 45 vezes superior no caso do Thanda matlab Coca-Cola.

A Mirinda Limão ficou no topo da tabela com uma concentração total de pesticidas de 0.0352 mg/l.

O setor de refrigerantes da India supera em larga escala o mercado de água engarrafada. Em 2001, os indianos consumiram mais de 6,5 bilhões de garrafas de refrigerantes incluindo especialmente crianças e adolescentes. A PML também testou dois dos mesmos tipos de refrigerantes vendidos nos Estados Unidos constatando que eles não apresentavam resíduos semelhantes.

Uma das causas apontadas para essa presença de contaminantes nos refrigerantes pode ser o tipo de água empregada no processo de fabricação. Mesmo as águas subterrâneas do país vêm apresentando sérios indícios de contaminação por pesticidas e resíduos de lixões.

Segundo o CSE as regulações sobre a indústria dos refrigerantes são muito frouxas, confusas e muitas vezes inexistentes. O Prevention of Food Adulteration (PFA) Act, de1954, ou o Fruit Products Order (FPO), de 1955 — ambos estabelecendo regulação de qualidade para bebida do tipo dos refrigerantes — não estabelecem qualquer regulação para pesticidas em refrigerantes.

O setor é beneficiado ainda por algumas exceções, como por exemplo, não estar submetido aos parâmetros dos governos locais e estaduais no que se refere a análises de controle da poluição e da água.

“Depois de 55 anos de Independência a Índia ainda não tem parâmetros legais para definir o que é água limpa e água potável. Não há uma instituição que garanta a qualidade disse Sunita Narain, diretor do CSE. Existem parâmetros para a água mas eles são somente orientadores e admitem vários critérios que podem ser adotados livremente pelos abastecedores.

Mais informações sobre este assunto:

www.cseindia.org/html/cola-indepth/index.htm

Edição 170 – 07/08 a 13/08/2003

Os 12 sujos

A lista dos refrigerantes analisados – apelidados de 12 sujos – inclui: Pepsi, Mountain Dew, Diet Pepsi, Mirinda orange, Mirinda lemon, Blue Pepsi, 7-Up, Coca-Cola, Fanta, Limca, Sprite, and Thums Up.

Os testes revelaram a presença de resíduos de: Lindane, DDT, Chlorpyrifos e Malathion.

Telhado ecológico

Toneladas de embalagens de leite longa-vida vão cobrir a área de 1.350 m² de telhado da Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba. São cerca de 1.000 telhas de material reciclado, fabricadas em Marialva, mais resistentes e de menor custo do que as tradicionais telhas de amianto.

O material ecológico será aplicado em todo o telhado da biblioteca, destruído durante um temporal de granizo no início do mês, e deve passar a ser utilizado em outras obras públicas.

As telhas ecológicas são mais leves e retêm 25% menos calor do que as telhas de amianto e 40% menos que as de alumínio. Segundo estimativas dos técnicos do Governo do Paraná, o material reciclado representou uma redução de 40% no custo total da reforma – passando de R$ 79 mil para R$ 45 mil.

Para estimular a utilização desse tipo de material, será firmado um convênio entre a Secretaria de Obras Públicas e as Secretarias de Meio Ambiente e Relações com a Comunidade e ainda com a UFPR – Universidade Federal do Paraná.

À Secretaria do Meio Ambiente caberá identificar os materiais. À de Relações com a Comunidade, organizar cooperativas de catadores para fornecer o material. Já à UFPR, o desenvolvimento de tecnologias e certificação dos produtos. Definido o produto alternativo, a Secretaria de Obras incluirá no caderno de especificações de materiais para obras públicas.

Fonte: Ascom –Paraná

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