
A Noruega está dando um exemplo ao mundo ao tomar a iniciativa de considerar uma obrigação do governo preservar uma recém-descoberta área de 1.000 anos de formação coralina. Os corais, de 2 quilômetros de comprimento, estão situados em Skagerrak – uma faixa litorânea submarina entre a Noruega e Suécia. A formação – denominada Tisler – é composta dos lophelia corals amarelos, que são importantes para a sobrevivência de outras espécies como as esponjas, sea fans, estrelas-do-mar e crustáceos. Servem também como áreas de desova e berçário de vários peixes.
O Tisler, como outras formações de corais de água fria, foi descoberto na hora certa porque algumas de suas partes vinham sendo danificadas pela pesca do arrastão. De acordo com os cientistas, quase metade dos corais de água fria já foram destruídos pela poluição, exploração de óleo e gás e arrastão.
Atualmente a Noruega é o único país que decidiu proteger os corais de água fria nas costas européias e já anunciou que pretende também preservar outras formações coralinas da pesca de arrasto, incluindo o Rost reef, a maior até hoje conhecida de corais de água fria.
Extinção no CaribeCerca de 4/5 dos corais da região do Caribe morreram nos últimos 25 anos segundo estudo divulgado nas últimas semanas por pesquisadores do Reino Unido. Conforme reportagem do jornal London Independent este estudo representa a primeira medição mais acurada feita no mundo sobre perda de corais.
Publicada na revista Science, a pesquisa foi conduzida por cientistas da University of East Anglia e associada com o Tyndall Center for Climate Change Research, e mapeia os 263 locais de formações de Barbados à Venezuela. “Nós constatamos uma extensa região de declínio dos corais através de toda a bacia do Mar do Caribe” observam os cientistas nas primeiras páginas do estudo.
O trabalho enfoca diversas determinantes do declínio mas, sem dúvida, a ação humana é uma das mais relevantes, disse a líder do grupo, a especialista franco-canadense em Ecologia Tropical Marinha, Isabelle Côté. Ela apontou entre as atividades mais danosas a agricultura e outras poluições de fonte humana e a sobrepesca. Causas naturais, como doenças, tempestades ou elevação da temperatura do oceano, tornam mais agudos os danos provocados pelo homem.
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