Um megaevento internacional para debater e elaborar propostas de soluções para os problemas relacionados com água e reunindo uma série de entidades, entre elas a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e o Governo do Estado, através da Secretária de Obras e Saneamento – com o apoio do escritório da ONU no Brasil – está sendo montado para acontecer de 8 a 11 de outubro, em Porto Alegre (RS), durante as atividades da Semana Interamericana da Água . O Fórum Internacional das Águas – A Vida em Debate – será lançado oficialmente no próximo dia 8 de maio, no Palácio Piratini, em cerimônia presidida pelo governador Germano Rigotto.
Entre as atrações estão cinco grandes conferências, dezenas de workshops, exposições de fotos e de estandes de empresas que atuam no segmento água, além da presença de personalidades internacionais e um público estimado em 3.000 pessoas, segundo o presidente da ARI, Ercy Thorma. Ele justifica a participação da entidade que congrega os jornalistas gaúchos entre os apoiadores do evento pela necessidade de identificação com os anseios da comunidade. “Sem dúvida a água é hoje um assunto de elevada preocupação no mundo, especialmente pelos problemas de falta de acesso de milhões de pessoas no Brasil e em vários países, como também pela sua vulnerabilidade” diz o jornalista.
Segundo a Secretaria de Obras e Saneamento do Rio Grande do Sul, coordenadora do Fórum, a orientação é que as atividades sejam essencialmente propositivas como forma de dar encaminhamento concreto às recomendações que forem feitas ao final do encontro.
Para lembrar:
Em todo o mundo mais 1,2 bilhão de pessoas não têm acesso à água segura e cerca de 1/3 dos habitantes do planeta não dispõem de serviços de esgoto.
No Rio Grande do Sul, considerado um dos Estados com melhor qualidade de vida do país, há mais de 100 municípios com sistemas precários de abastecimento de água e 2/3 da população não contam com serviços eficientes de esgotamento sanitário, inclusive a capital, Porto Alegre que tem grande parte do esgoto cloacal despejado na rede pluvial contaminando o Lago Guaíba, manancial que abastece a cidade.
Abastecimento ameaçado
Cuiabá (MT) corre o risco de ter 40% de seu abastecimento de água comprometido. Devido ao avanço da degradação do rio Porteira, que nasce em Chapada dos Guimarães e é um dos afluentes dos rios Coxipó (responsável por 40% do abastecimento da capital) e Mutuca, que já teve seu turismo interrompido por causa da diminuição da lâmina d´água causadas pela erosões sofridas pelas nascente do Porteira.
De acordo com o presidente da Associação de Defesa do Rio Coxipó (Aderco), Abel Nascimento, a causa do assoreamento vinha de uma fazenda e, na época (1999), foi recomendado o isolamento do local e construção de curvas de nível, o que não aconteceu e de lá para cá o problema só se agravou. “Se as providências não forem tomadas Mato Grosso corre o risco de perder o rio Coxipó em breve e nos colocarmos na contramão da história já que todo o mundo está trabalhando em prol da preservação da água e o Estado perde um manancial como este”, alerta.
Fonte: Estação Vida
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