Incentivo ao gasto perdulário

Enquanto na Venezuela todos se preocupam com o uso racional da água aqui no Brasil e Embratel deu um péssimo exemplo de como não deve ser feito um comercial. Foram vários os e-mail de leitores condenado a propaganda que mostrava a Ana Paula Arósio abrindo a torneira da sua banheira e em seguida atendendo uma ligação para ficar falando do novo plano tarifário. Ela fica falando e a banheira transborda, ela avisa a amiga e mesmo assim deixa a água correndo, correndo ….

É incrível pensar que ninguém da agência de publicidade ou da própria empresa tenha se dado conta da terrível gafe e a propaganda tenha ido ao ar. O fato é que a reação do público deve ter sido imensa pois não foi possível ver novamente o comercial.

Este episódio deixa bem à mostra a importância do papel que a comunicação desempenha nesse processo de conscientização. Esses procedimento subliminares se tornam muito importante na medida em que os grandes astros da TV são modelos de comportamento imitados pelo público. Não é à toa que o merchandising inserido nas novelas tem muito mais valor do que o próprio comercial.

É de se esperar que grandes empresas como a Embratel tomem mais cuidado, daqui para a frente com os comerciais que veiculam. E que estrelas de TV também se preocupem com temas – como esse da valorização da água – que vêm sendo discutidos à exaustão em todo o mundo.

Boa leitura!

Cecy Oliveira – editora

A Vez dos Leitores

Debate

O leitor Rosinaldo Pinto da Silva enviou um extenso artigo escrito por Alexandre Henklain – Consultor em Estratégia e Gestão sob o título: O que fazer quando o Império contra-ataca?com o propósito de estimular o debate dos problemas locais e nacionais e de refletir sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo. Pelas características dessa página reproduzimos apenas alguns dos trechos:

“ Temos assistido nos últimos dias à impressionante campanha punitiva movida pelos EUA e seus aliados contra o Iraque. Como assinalam os comentaristas, não se trata de uma guerra no sentido convencional, dada a imensa assimetria de forças e de recursos – um único porta-aviões americano, incluídos os aviões nele baseados e os armamentos disponíveis, vale a bagatela de U$$ 10 bilhões enquanto todo o PIB do Iraque limita-se a US$ 31 bilhões. Essa guerra tecnológica de efeitos especiais está sendo deliberadamente conduzida com o objetivo de incutir “choque e pavor”, pavor expresso pela palavra inglesa awe, que traduz a reverência aterrorizada do ser humano inferiorizado diante do Deus Todo Poderoso.

Fica cada vez mais claro que um dos principais objetivos de longo prazo norte-americanos, como atestam especialistas em relações internacionais, é garantir suprimento estável de petróleo ao longo das próximas décadas, quando as reservas estarão se exaurindo em todo o planeta. Assegurar o acesso a recursos naturais estratégicos passa a ser aspecto central da política externa ianque, como de outros países, o que permite prever a eclosão de conflitos em diversas partes do mundo, motivados por questões como disponibilidade de água para projetos de irrigação e mesmo para consumo humano, o próprio petróleo, minerais estratégicos e, quem sabe, o potencial genético da fauna e flora tropicais. …

Os “mísseis” que devemos temer são os da Internacionalização da Amazônia, de sua gradual transformação, começando por aqui, em patrimônio ambiental do planeta, em base multinacional de desenvolvimento acelerado da engenharia genética, o meganegócio do século XXI. Enquanto os iraquianos foram acusados de abrigar armas químicas e biológicas de destruição em massa, temos insistido numa postura arcaica de defender modelos de desenvolvimento obsoletos, falidos e não sustentáveis, dando argumentos e munição a quem nos acusa, com razão, de incompetência e irresponsabilidade na gestão dos recursos naturais. Argumentar que as potências industriais não têm autoridade moral para nos questionar, por não terem conservado seus próprios recursos naturais, não resolve o problema; pelo contrário, o torna mais agudo na medida em que parece confirmar nossa indisposição em buscar novas formas de progresso limpo. Além disso, os erros passados jamais justificam uma repetição; as lições da história existem para serem aprendidas.

Por isso, temos que modernizar nosso discurso, implementar novas práticas produtivas e renovar nosso arsenal de propaganda, se quisermos fazer reverberar idéias e posições onde se definem os destinos no âmbito do próprio país, em “primeira instância”. Digo assim, pois não tenham dúvida de que mais adiante precisaremos ser tão ou mais eficientes que nossos adversários na defesa de nossas teses na própria arena internacional, a “instância suprema” do poder.

Se precisamos defender uma tese de desenvolvimento harmônico e integrado da Amazônia e, por extensão, de Roraima, que concilie os interesses da economia e da ecologia, do homem e da natureza, de índios e de não índios, do empresário e do colono, do rico e do pobre, em que estágio nos encontramos na concepção, consenso e aplicação dessa nova “doutrina amazônida”?

naldo_pinto@saude.rr.gov.br

Protegendo a água

Sabemos que nossos irmãos argentinos são mais cultos que nós, por isto saem na frente em assunto tão importante. Acho que vocês devem enviar propostas de assinaturas da Aguaonline a senadores, deputados e vereadores (todos ou quase todos têm endereço na internet) porque são eles que decidem nossos destinos, digo o destino de nossas riquezas hídricas.

Samuel – E-mail: salacastro@ig.com.br

Guerra tira Quioto do eixo das decisões

Sou pesquisador da Embrapa Suínos e Aves a atuo na área de impacto

ambiental nos recursos hídricos e gestão ambiental de propriedades e

bacias hidrográficas. Há algum tempo tenho contato com a publicação eletrônica Águaonline e gostaria de parabenizar você e sua equipe pelo excelente e importante

trabalho. São iniciativas como esta que irão determinar o futuro de

nosso planeta, pois a informação e educação são as bases fundamentais

para isto.

Como divulgado na edição 150 a agropecuária é responsável por 69% da

água consumida no mundo, mas infelizmente poucas pessoas têm noção

disso, sendo que muitas pensam que o grande consumo vem das indústrias

ou cidades. Além disso a agropecuária é uma grande degradadora dos

recursos hídricos, principalmente, devido aos modelos de produção que

estão sendo perpetuados. Cordialmente,

Julio Palhares

Crime ambiental

No Parque Eatadual Serra do Tabuleiro, ocorre também uma grande invasão de pinus, que está se sobrepondo em algumas áreas as espécies nativas. Faço curso técnico de Meio Ambiente no Cento Federal de Educação Tecnológica(antiga ETF/SC), e gostaria de saber se há recursos para trabalhar sobre este assunto.

Lyncoln – lyncolnsimas@bol.com.brProjeto

Estou na coordenação de um projeto sobre águas o nome do projeto é Ecologia das Águas é de parceria com a escola do futuro (USP) e neste ano estamos desenvolvendo em nossa escola (Dona Idalina Macedo Costa Sodré- São Caetano do Sul- SP) o tema: os problemas da água no Brasil e gostaria da colaboração de quem pudesse nos ajudar com reportagens ou coisas pesquisadas .O e-mail para recebimento do material é july_sa_00@bol.com.br. Agradeço desde já.

Juliana

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