BIRD destaca importância da água

Ian Johnson. Foto: BIRD

O Banco Mundial está anunciando seu apoio às estratégias de recursos hídricos tendo como base o desenvolvimento ambientalmente sustentável e a redução da pobreza.

Segundo o BIRD nos últimos 100 anos a população triplicou mas o uso da água aumentou seis vezes. A redução dos recursos hídricos causou problemas a pelo menos metade das áreas úmidas com a conseqüente queda nos níveis de umidade.

Em 2025, 4 bilhões de pessoas – metade da população global projetada – estará vivendo sob condições de severo stress hídrico, especialmente na África, Oriente Médio e Sul da Ásia, onde está concentrada a maior parte da população pobre do mundo.

“Nós precisamos dar assistência aos pobres e aos países menos desenvolvidos enfrentando os problemas financeiros que afetam o setor de água se nós quisermos evitar uma crise causada pelo stress hídrico” disse Ian Johnson, vice-presidente para o Desenvolvimento Sustentável do Banco.

Aproximadamente 16% de todos os empréstimos do Banco Mundial são para a água divididos maios ou menos em igual medida entre projetos de manejo de recursos hídricos, tratamento de água e esgoto, irrigação e hidroletricidade. Johnson disse que os fundos continuarão a ser carreados para o manejo das atuais e construção de novas instalações.

Os maiores projetos de água desenvolvidos no Brasil, Índia, Malásia e Estados Unidos, mostram grandes benefícios diretos, (de irrigação e energia hidrelétrica) mas com benefícios indiretos duas vezes maiores. Em muitos casos, ressaltam os especialistas do Banco, com vantagens maiores para os pobres.

Em Petrolina no Nordeste brasileiro, por exemplo, a infra-estrutura de água serviu como base para o desenvolvimento de uma dinâmica economia rural. Isto quer dizer a criação de grande quantidade de empregos na agricultura (40% deles para mulheres). E para cada emprego na agricultura, dois outros são criados na área comercial e na industrial. Sem falar no estancamento das migrações e na reversão das condições de desenvolvimento dos distritos com melhoras sensíveis nos níveis.

Desastres naturais

O Conselho Mundial da Água está alertando que os governos não estão suficientemente preparados para os desastres naturais e não aprenderam nada com os erros do passado. Ele encorajou as nações que possuem zonas litorâneas tênues, como Bangladesh, Holanda e Ilhas do Pacífico, a se prepararem para os efeitos de uma possível elevação dos níveis do mar.

“Isto significa construir diques onde for viável e tomar medidas para deslocar as populações se for necessário” disse o vice-presidente do Conselho, William Cosgrove. “Isto requer um plano de longo prazo e acredito que já temos informação suficiente para começar um plano desse tipo”, disse.

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