Comunidade se mobiliza pelo Rio Atibaia

Peixoto: símbolo do Atibaia

Desde 1997, todos os anos uma ação ambiental contagia o distrito de Sousas, em Campinas (SP). É o Reviva o Rio Atibaia, um evento ecológico que leva informações à população sobre a importância que os recursos naturais da Área de Proteção Ambiental – APA de Campinas – têm para o futuro de toda a região.

A cada ano, o projeto – realizado pela Jaguatibaia Associação de Proteção Ambiental e Associação de Remo de Sousas, entidades ambientalistas de Campinas, com apoio da Merck Sharp & Dohme – enfatiza uma das vertentes da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável.

O objetivo é evidenciar para a comunidade local o prazer e o privilégio de ser morador da APA, o que implica também em ser co-responsável pela sua preservação. “Um dos elementos essenciais para a adesão e o comprometimento da população com as questões ambientais é mostrar a originalidade do meio ambiente em que vivem”, afirma o presidente do Conselho Gestor da APA (Congeapa) José Carlos Perdigão.

Para Tadeu Alves, presidente da Merck Sharp & Dohme Brasil, não se pode dissociar as ações da empresa na comunidade de sua missão e dos valores pelos quais preza cotidianamente. “O Reviva o Rio Atibaia é resultado das crenças da Merck, que não descuida, mundialmente, do cuidado às comunidades nas quais está inserida”, afirma.

Seminário

Com o título: Importância da Reciclagem no Meio Urbano – Gestão Integrada e Compartilhada de Resíduos Sólidos, um seminário abriu as atividades do Reviva o Rio Atibaia 2002, no sábado 07 de dezembro. Foram discutidas questões como a implantação da Agenda 21 local em Campinas; casos bem sucedidos de coleta seletiva e reciclagem, como exemplo do município de Itatiba/SP e a questão dos resíduos sólidos domésticos nas cidades da região da Bacia do Rio Piracicaba, entre outros.

Todos os anos, o projeto oferece à comunidade atividades com caráter informativo que têm como principal objetivo despertar o interesse pela proteção da natureza. Os conceitos trabalhados enfatizam: reciclagem, reaproveitamento de materiais, coleta seletiva de lixo, uso racional dos recursos naturais, entre outros.

A praça Beira Rio, ladeada pelo Atibaia, em Sousas, se torna o cenário de um “festival” de atividades em prol da preservação ambiental. Este ano a ação aconteceu no dia 08 de dezembro e envolveu diversas atividades entre elas as ações que se tornaram símbolo do projeto: a Barqueata da limpeza; a distribuição de mudas de espécies nativas da mata ciliar e atividades para as crianças com a presença do Peixoto, personagem criado especialmente para o evento.

Planejamento do Lago Guaíba

Foi realizado no dia 4 de dezembro o Seminário de Lançamento do Processo de Planejamento do Futuro das Águas da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba. O

evento aconteceu na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, entre 8h e 18h, numa promoção conjunta da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), através do

Departamento de Recursos Hídricos (DRH), da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), e Comitê do Lago Guaíba.

A bacia do Lago Guaíba é a primeira do Rio Grande do Sul a iniciar seu processo de planejamento, de forma inédita, que resultará no Plano de Bacia do Guaíba. A bacia atinge 14 municípios em quase 3.000 quilômetros quadrados. “Esta pode ser considerada a primeira consulta pública apresentando a metodologia do Plano, através do estudo que está sendo contratado e que deverá contemplar os diversos usos da bacia”, explica o diretor do DRH da Sema, Volney Zanardi Jr. Ele destaca também a metodologia que está sendo implementada através de dois conceitos discutidos simultaneamente: a viabilidade econômica do Plano de Bacia (através do DRH/Sema) e a viabilidade ambiental (o Enquadramento das águas, que será realizado pela Fepam).

O presidente do Comitê Lago Guaíba, Luis Grassi destacou a participação social “verdadeira, intensa e organizada com base na lei e com suporte do Estado” como fundamentais neste início do processo de planejamento. O Plano de Bacia é um dos instrumentos de gestão das águas, junto com o

Enquadramento (a definição dos usos que se deseja fazer da bacia), Monitoramento, Outorga, Cobrança do Uso da Água e Licenciamento Ambiental.

A próxima etapa do processo de estruturação do Plano será a realização de 40 reuniões – 20 setoriais e 20 regionais – com representantes da indústria, pescadores, agricultura e diferentes comunidades, e deverá durar cerca de 16 meses.

Prosab sob ameaça

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